Sábado, 28 de Fevereiro de 2015

Um aparente contra-senso

 

O sistema eleitoral americano pode gerar resultados que podem ser vistos como um contra-senso. E isso deve-se ao modelo de grandes eleitores na eleição presidencial, no qual os eleitores começam por votar nas primárias dos partidos para atribuírem delegados afectos a um determinado candidato e, assim, ser nomeado para disputar uma eleição.

 

Ao ler uma passagem do livro "The Audacity to Win", de David Plouffe, director de campanha presidencial de Barack Obama em 2008, percebe-se que nem sempre uma derrota em votos significa uma derrota. Confuso? Nem tanto.

 

Depois de Obama ter ganho as primárias no Iowa e ter perdido, dias depois, em New Hampshire, logo no início de 2008, o palco que se seguia era o Nevada, onde uma derrota era quase certa contra a outra candidata democrata, Hillary Clinton. Mas, na noite das eleições, e com os resultados a darem 51 por cento para Clinton e 45 para Obama, Jeff Berman, coordenador regional da campanha deste último no Nevada, entra na sala onde estava o staff e, segundo Plouffe, estava mais contente do que aquilo que seria de esperar, tendo em conta os resultados conhecidos.

 

"I think we might have won more delegates than Clinton", disse Berman.

 

"Why, because we were more balanced statewide?", perguntou Plouffe.

 

"Yep", respondeu Berman.

 

De um momento para o outro, em contraponto à tristeza da derrota dos votos, a equipa de Obama pôde festejar pela vitória dos delegados ganhos.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 17:21
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Quarta-feira, 14 de Março de 2012

Primárias republicanas, ponto de situação

 

Na ressaca das eleições primárias republicanas nos estados do Alabama e do Mississippi, realizadas ontem, a Associated Press fez a contagem dos delegados obtidos por cada candidato até ao momento: Mitt Romney conseguiu até à data 493 delegados dos 1144 necessários para a nomeação na Convenção do Partido Republicano, enquanto Rick Santorum já obteve 249. Newt Gingrich alcançou até esta altura 131 delegados e Ron Paul 48. 

 

Publicado por Alexandre Guerra às 11:42
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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

Por que serão as primárias do Iowa tão importantes?

 

Por que é que as primárias no Iowa são tão importantes? Muito provavelmente por serem as primeiras e, eventualmente, marcarem uma tendência.

 

Mas será apenas isso? O professor David Redlawsk, co-autor do livro Why Iowa, avança com algumas explicações.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 17:20
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Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010

Do criacionismo à masturbação, passando pela feitiçaria, O'Donnell é má demais

 

Christine O'Donnell no primeiro debate com o seu rival, Chris Coons/Jacquelyn Martin/AP

 

Christine O'Donnell, que saltou para a ribalta depois de ter vencido surpreendentemente as primárias do Partido Republicano no Delaware para a corrida ao lugar do Senado em disputa para aquele estado nas eleições de Novembro, participou ontem no primeiro debate televisivo com o seu rival democrata, Chris Coons.

 

O resultado não podia ter sido mais desastroso para O'Donnell, uma das "estrelas" em ascensão do Tea Party, uma corrente ultraconservadora dentro do Grand Old Party. Ramón Lobo, no seu blogue Aguas Internacionales do El País, e com a ajuda do The Daily Beast, faz uma síntese da prestação de O'Donnell que, nalguns momentos, chega a ser embaraçosa e angustiante, devido à ignorância e falta de preparação da candidata. Ramón Lobo recupera ainda algumas "pérolas" antigas de O'Donnell.

 

O péssimo desempenho de O'Donnell, na forma e na substância, vem assim dar razão aos analistas que aquando da sua vitória nas primárias consideraram que teria poucas possibilidades de conquistar o assento no Senado.

 

Também no seio do GOP se ouviram algumas vozes críticas, tendo a de Karl Rove, estratego do ex-Presidente George W. Bush, sido a mais audível, acusando O'Donnell de não ter qualificações para assumir um eventual lugar de senadora.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 20:36
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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

O'Donnell é a mulher que se segue no Tea Party, mas não deverá chegar ao Senado

 

Christine O'Donnell a celebrar a vitória em Dover, Delaware/Foto:Jessica Kourkounis/NYT

 

É a nova sensação da cena política americana. Christine O’Donnell venceu ontem as primárias no Estado de Delaware, fazendo cair por terra o candidato do Partido Republicano, Michael N. Castle, que pretendia renovar o seu lugar no Senado americano nas eleições intercalares do próximo dia 2 de Novembro.

 

Até aqui tudo poderia parecer uma normal contenda intestina eleitoral entre candidatos republicanos, mas a verdade é que O’Donnell apresentou-se às urnas como representante do Tea Party e não pelo Partido Republicano.

 

O Tea Party é considerado um movimento ideologicamente mais conservador no campo republicano, e que tem como principal figura Sarah Palin, candidata à vice-presidência dos Estados Unidos no “ticket” com John McCain nas eleições de 2008.

 

As declarações proferidas por O’Donnell imediatamente a seguir à sua vitória demonstram bem o distanciamento que o Tea Party quer vincar em relação ao aparelho republicano, ao dizer que terá todo o gosto em aceitar o apoio do partido, mas deixando o recado de que não precisaria.

 

Com este resultado nas primárias, e contra todas as expectativas, do lado conservador será O’Donnell a enfrentar o candidato democrata no dia 2 de Novembro na corrida ao lugar do Senado.

 

Perante esta e outras vitórias do Tea Party nas primárias de ontem, dentro do aparelho republicano começam a surgir alguns sinais de desconforto e de desorientação.

 

Karl Rove, antigo estratego do ex-Presidente George W. Bush, não viu com bons olhos a vitória de O’Donnell e já veio dizer que esta não tem qualificações para assumir um eventual lugar de senadora. Por outro lado, o comité nacional republicano do Senado deu o seu apoio a todos os candidatos republicanos no Delaware, incluindo a O’Donnell.

 

Para todos os efeitos, os seguidores do Tea Party são formalmente membros do Partido Republicano, embora se assumam cada vez mais como um movimento marginal ao “aparelho” do Grand Old Party.

 

Mas, as considerações de Rove poderão fazer algum sentido, já que segundo alguns analistas, a vitória de O’Donnell poderá ter afastado as hipóteses de uma vitória sobre o Partido Democrata na disputa pelo lugar no Senado no dia 2 de Novembro, o que a acontecer poderá comprometer a estratégia republicana de voltar a ganhar a maioria naquela câmara.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 18:23
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Da autoria de Alexandre Guerra, o blogue O Diplomata foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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