Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014

Pirataria, uma profissão que já teve melhores dias

 

 

Os piratas já tiveram melhores dias nas águas do Corno de África, a julgar pelos números divulgados pelo International Maritime Bureau (IMB). Depois da pirataria ter atingido o seu pico ao largo da Somália em 2011, com 237 ataques, no ano passado ficou-se apenas pelas 15 ocorrências, depois de 2012 já ter verificado uma descida para 72.

 

O patrulhamento internacional daquele mar parece ter resultado e dissuadido os piratas a mudar de águas ou, eventualmente, a mudar de profissão.

 

Ao nível global, os números também são positivos, tendo a pirataria atingido o seu nível mais baixo em seis anos, com o registo de 264 ataques em 2013, dos quais resultaram 300 reféns. 

 

Publicado por Alexandre Guerra às 17:34
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Domingo, 15 de Janeiro de 2012

A pirataria parece estar a compensar as gentes da Somália

 

 

Ao comparar-se as duas fotografias acima, a da esquerda tirada em Fevereiro de 2002 e a da direita captada em Junho de 2009, ambas do centro de Garowe, Somália, facilmente se chega à conclusão de que houve uma evolução positiva na organização do território em termos da sua malha urbana.

 

Legitimamente, o leitor poderá pôr em causa a assumpção do Diplomata com base em apenas duas fotografias, mas de facto não se trata de uma extrapolação excessiva do efeito visual. Houve, efectivamente, um progresso económico naquela região da Somália, de acordo com um estudo recente do think tank Chatam House.

 

O mesmo estudo revela que nos últimos anos se tem verificado mais investimento nalgumas áreas urbanas somalis, embora esta dinâmica não se repercuta nas zonas costeiras.

 

E o mais interessante de tudo isto é que tal crescimento se ficou a dever à pirataria, uma actividade em franca expansão nos últimos anos nas águas da Somália e que tem rendido muito dinheiro a algumas gentes daquele país.

 

Estima o estudo da Chatam House que os piratas terão recebido em 2009 cerca de 70 milhões de dólares em resgates, cinco vezes mais que o orçamento da região semi-autónoma da Puntlândia.  

 

Um outro estudo das Nações Unidas refere que  30 por cento do dinheiro dos resgates vai directamente para os piratas, 10 por cento é para pagar aos ajudantes em terra, outros 10 por cento são para subornos junto de alguns decisores da comunidade e os restantes 50 por cento são canalizados para financeiros ou promotores de actividades.

 

Por exemplo, uma das conclusões curiosas do estudo da Chatam House tem a ver com o aumento do consumo de electricidade que se verificou em centros urbanos como Garowe ou Bosasso, resultado do crescimento da actividade económica.

 

Outro dado interessante é a constatação de que a média de ordenados tem vindo a aumentar nas províncias com maior incidência de piratas.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 15:17
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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Uma história sobre piratas na aldeia somali de Eyl

 

O jornalista Andrew Harding da BBC News foi até à remota aldeia costeira de Eyl, um dos bastiões da pirataria somali, para procurar  histórias relacionadas com aquela temática. Num gesto de valentia jornalística, a reportagem de Harding acaba por revelar uma visão interessante daquilo que é o coração do reduto daqueles salteadores das embarcações. 

 

Nas ruas de Eyl vive-se um ambiente aparentemente tranquilo, com pescadores locais a preparem as suas redes para irem para a pesca e a insisistirem ao jornalista que não são piratas. Revelam aliás, que a maior parte destes prevaricadores vêm de fora.

 

Mas, a verdade é que por entre as casas e as ruas poeirentas vão-se vislumbrando carros recentes e de elevada potência, indiciando rendimentos extraordinários vindos muito provavelmente da pirataria. 

 

Ao largo da costa pode-se ver uma embarcação sequestrada à espera do resgate para ser devolvida ao armador, devendo representar mais um encaixe financeiro nos bolsos destes aventureiros dos mares.

 

E o Diplomata utilizou a palavra "aventureiros", porque a julgar pelo relato do único líder pirata com quem Harding falou, aquele terá iniciado a sua actividade no mar apenas pelo gozo e divertimento. Entretanto, revela o mesmo, a actividade foi-se tornando mais evoluída, mas admita-se, também mais lucrativa. Seja como for, este diz-se agora um pirata reformado.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 07:52
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Da autoria de Alexandre Guerra, o blogue O Diplomata foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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