Terça-feira, 9 de Abril de 2013

A banda sonora dos anos Thatcher

 

The Epping-based anarchist collective were among the most strident musical opponents of Thatcher. How Does It Feel … was one of two singles that addressed the Falklands war (along with Sheep Farming in the Falklands), and provoked Conservative MP Timothy Eggar to ask in parliament whether the band could be prosecuted under the Obscene Publications Act. The key verse? "Your arrogance has gutted these bodies of life/ Your deceit fooled them that it was worth the sacrifice/ Your lies persuaded people to accept the wasted blood/ Your filthy pride cleansed you of the doubt you should have had/ You smile in the face of the death cause you are so proud and vain/ Your inhumanity stops you from realising the pain/ That you inflicted, you determined, you created, you ordered/ It was your decision to have those young boys slaughtered."

Although Stand Down Margaret only appeared on single in a dub version – as a double-A side with Best Friend in 1980 – it remains possibly the single best known anti-Thatcher song, and one that was performed on TV comedy shows (as seen in the clip), as well as being a political rallying call. That the Beat were already issuing such an unequivocal demand only a year into her premiership shows the divisive power the nation's prime minister was already wielding.

The Blow Monkeys, you might recall, were minor mid-80s chartniks, purveying soul-flavoured pop in nice clothes. Their third album might be best remembered for the No 5 hit It Doesn't Have to Be This Way, but look at the record's title and you'll realise they were concerned with more than shoulder pads and early mobile phones – it was called She Was Only a Grocer's Daughter. The politics was given plain voice on this duet with Curtis Mayfield, released as a single and promptly banned by the BBC because it was put out to coincide with the general election campaign.

There were pop musicians who embraced the Conservative government of the 1980s. Gary Numan was a natural conservative, and Errol Brown of Hot Chocolate went so far as to appear at a Conservative party rally. But you'll search in vain for the heartfelt musical tributes to the Iron Lady. Even those groups one might associate with the yuppy boom – the likes of Spandau Ballet and Duran Duran – steered well clear, the former not least because their songwriter, Gary Kemp, was a committed socialist. And so in the name of balance we are forced to turn to a novelty punk song by a band from Burnley. It should be noted the song was released in April 1979, before the titular heroine was elected, though it became an indie hit a year later.


Publicado por Alexandre Guerra às 00:03
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Segunda-feira, 8 de Abril de 2013

O vídeo obituário de Margaret Thatcher (1925-2013)

 

O Diplomata deixa aqui o vídeo obituário de Margaret Thatcher (1925-2013) do jornal Guardian. São cerca de 10 minutos que recuperam a forma intensa e disruptiva como a "Dama de Ferro" esteve na política britânica. Como todas as grandes figuras da história dos governos, foram tantas as paixões como os ódios que gerou.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 13:38
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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

A ler

 

 

 

É sempre um exercício intelectual estimulante ler um verdadeiro conservador como João Carlos Espada a escrever sobre uma personagem como Margaret Thatcher, quem aliás chegou a conhecer pessoalmente.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 21:29
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Segunda-feira, 14 de Março de 2011

Música dos anos 80 é mais actual no Portugal de hoje do que na Inglaterra de Thatcher

 

 

Ainda a propósito das manifestações de Sábado nalgumas cidades em Portugal e da actual conjuntura político-económica, o Diplomata recupera a música Don't Give Up de Peter Gabriel, interpretada em dueto com Kate Bush, que apesar de já ter 25 anos, encaixa-se perfeitamente enquanto banda sonora dos tempos que se vivem.

 

A letra conta o desespero de um homem que se sente frustrado, isolado da sociedade e derrotado pelo sistema capitalista, prestes a cair no abismo, sem esperança no seu futuro. Numa das passagens lê-se: "For every job, so many men. So many men no-one needs".

 

Estariam os tempos nos anos 80 no Reino Unido assim tão maus para Gabriel escrever uma letra deste género? Talvez, eventualmente nas classes mais operários e fabris, fortemente afectadas pelas políticas liberais de Margaret Thatcher, que conduziram à privatização de inúmeros sectores de actividade. Seja como for, a maioria dos britânicos apoiou a Dama de Ferro, mantendo-a mais de uma década à frente dos desígnios britânicos. 

 

Supõe-se então que os tempos não estariam assim tão maus, pelo menos para a maioria dos ingleses. Mas, hoje, é quase certo que para a maioria das portugueses, a música Don't Give Up faça mais sentido, tal como terá feito há 25 anos para os tais operários e trabalhadores fabris britânicos.

 

*O Peter Gabriel fez duas versões de teledisco para esta música, sendo que aquela aqui apresentada é posterior à original e a menos conhecida.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 22:57
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Sábado, 12 de Setembro de 2009

Missiva comprova os receios de Mitterrand e de Thatcher à reunificação alemã

 

 

Em parte, os receios históricos da França e do Reino Unido perante a possibilidade de ressurgimento de uma Alemanha unificada e poderosa após a II Guerra Mundial acabaram por estar na génese do projecto europeu. Esta entidade, segundo a visão de alguns líderes europeus, seria uma espécie de regulador e inibidor de qualquer ímpeto ou tentação germânica.  

 

François Miterrand, antigo Presidente francês entre 1981 e 1995, foi um dos estadistas que assumiu como missão tornar a Europa forte para manter a Alemanha controlada. Na verdade, e ao contrário da visão americana, líderes como Miterrand tinham, apesar de tudo, mais receio de uma Alemanha poderosa do que da ameaça soviética.

 

Preferiam manter, na medida do possível, a Alemanha agrilhoada às condicionantes herdadas da II Guerra Mundial, sendo que a maior delas era a sua divisão territorial. Um país amputado no seu espaço geográfico está sem dúvida mais fragilizado num dos mais importantes factores de poder.

 

Miterrand estava consciente desse facto  e, por isso, o cenário da reunificação alemã era algo que o preocupava e, eventualmente, o assustava. O seu empenho na construção europeia tinha uma componente ideológica, mas também servia os interesses realistas da França. 

 

Documentos agora revelados pelo Foreign Office (Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico) revelam como Mitterrand estava preocupado com o processo que estava em curso para a reunificação da Alemanha. O Presidente francês deu o seu apoio à antiga primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, que se opunha com veemência à junção da RDA e da RFA. 

 

Mitterrand terá mesmo dito a Thatcher durante um encontro no Palácio do Eliseu a 20 de Janeiro de 1990, que a "Europa não estava preparada para a reunificação da Alemanha e que isto não poderia tornar-se prioritário sobre tudo o resto".

 

Apesar desta posição, Mitterrand tinha a perfeita consciência de que a reunificação alemã era um processo imparável e que seria apenas uma questão de tempo até isso acontecer.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 19:10
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Da autoria de Alexandre Guerra, o blogue O Diplomata foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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