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O Diplomata

Opinião e Análise de Assuntos Políticos e Relações Internacionais

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Um silêncio conveniente

Alexandre Guerra, 16.05.16

 

No dia em que se assinalam os 50 anos da Revolução Cultural lançada pelo líder chinês Mao Tsé-Tung, precisamente a 16 de Maio de 1966, na China reina o silêncio. Não há qualquer referência nem menção por parte das autoridades e meios de comunicação social a esta data. Não se trata de qualquer operação de censura, já que o tema, apesar de tudo, tem sido referido nas redes sociais, sobretudo por causa do "silêncio" de Pequim em relação a um acontecimento que levou à morte de milhares de pessoas e fez retroceder o tecido industrial chinês para níveis rudimentares. Mao Tsé-Tung, apelando a uma juventude supostamente liberta dos vícios do passado, eliminou os seus opositores e destruiu aquilo que considerava ser uma estrutura política e ideológica obsoleta. O resultado foi desastroso para o desenvolvimento da China e só teve um fim com a morte do "Grande Timoneiro" em 1976. Este silêncio de hoje por parte das autoridades chineses não é de estranhar, se tivermos em consideração que em 1981 é o próprio Partido Comunista Chinês (PCC) a reconhecer os malefícios da Revolução Cultural.