Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013

Paris já tem a sua crise de relações públicas no Mali

 

 

A fotografia tirada por Issouf Sanogo da AFP a um soldado francês no Mali está a gerar polémica e a provocar uma crise de comunicação militar em Paris.

 

tags: ,
Publicado por Alexandre Guerra às 21:06
link do post | comentar
partilhar
Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013

O (eventual) interesse escondido por detrás da intevenção francesa no Mali

 

 

O início da intervenção militar francesa no Mali, na passada Sexta-feira, supostamente a pedido do Governo de Bamako, para suster o avanço dos rebeldes islâmicos no Norte do País, deve ter apanhado algumas chancelarias de surpresa.

 

Sobretudo porque há sensivelmente três semanas o Conselho de Segurança das Nações Unidas tinha aprovado uma resolução para a criação de uma força internacional de 3300 capacetes azuis com o objectivo de combater a ramificação da al Qaeda no Norte do Mali, mas que só seria mobilizada no próximo Outono.

 

Ora, na altura da aprovação desta resolução, Paris não se pronunciou sobre a iminência de qualquer operação militar no Mali. O que é no mínimo estranho, atendendo ao facto da ONU ter formalizado uma intervenção militar. Como se lia na BBC News, “os planos [de intervenção] que tinham sido tão cuidadosamente preparados e validados pela ONU no passado mês de Dezembro têm, no mínimo, de ser reprogramados”.

 

O Presidente francês, François Hollande, acabou por justificar a intervenção militar do País com a insustentabilidade do avanço islâmico no Mali e com a ameaça inaceitável à integridade de alguns cidadãos franceses (vivem cerca de 5000 naquele país).

 

Embora se compreenda esta argumentação, até porque alguns analistas referem que se a França não estivesse no terreno a capital do Mali poderia cair em breve nas mãos dos rebeldes, há quem considere que por detrás desta acção militar francesa se escondem outros interesses.

Interesses, esses, que estão alegadamente relacionados com a Areva, uma empresa de extracção de urânio. Citada pelo DW, a cientista política Katrin Sold, do Conselho Alemão de Política Externa, um think tank alemão, refere que a decisão do Eliseu não tem só a ver com o facto do Mali se tornar uma ameaça permanente terrorista. “A longo prazo, a França tem interesse em explorar os recursos minerais da região do Sahel, principalmente petróleo e urânio, mineral que a empresa nuclear francesa Areva já explora há décadas no vizinho Níger”, sublinha Sold.

 

De acordo com a informação disponível, haverá uma mina (ou minas) com reservas de 5000 toneladas de urânio na comuna rural de Faléa, localizada numa região isolada a 350 quilómetros de Bamako. Aliás, uma notícia que alguém fez chegar ao autor destas linhas, cita uma suposta declaração do embaixador francês no Mali a dizer que a “Areva será a futura exploradora da mina de urânio em Faléa”.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 22:36
link do post | comentar
partilhar
Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2012

Conselho de Segurança dá um passo histórico na credibilização das missões internacionais

 

A resolução aprovada esta Quinta-feira no Conselho de Segurança das Nações Unidas, que prevê a criação de uma força internacional para combater a ramificação da al Qaeda no Norte do Mali, assume contornos históricos. Não tanto pela sua missão, mas pelo seu mandato.

 

Há umas semanas, o Diplomata escrevia que a limitação das “rules of engagement” no terreno tem contribuído para o fracasso de muitas missões internacionais dos capacetes azuis, dando os exemplos de Srebrenica, do Ruanda e do Sri Lanka.  Chegou mesmo a falar no filme No Man’s Land, 2001, que capta com humor a passividade e, por vezes, as ridículas situações dos soldados internacionais sob o "badge" da ONU.

 

A resolução agora aprovada, para a criação da AFISMA que terá 3300 homens, viabiliza no mandato daquela força o uso de "todos os meios necessários" para a prossecução da sua missão. Ora, esta introdução é de extrema relevância e poderá marcar uma nova abordagem das Nações Unidas às missões militares internacionais, já que passa a estar implícita a validade da intervenção militar sempre que os soldados considerem necessária sem terem que recorrer à cadeia de comando.

 

De certa maneira, este princípio de "todos os meios necessários" vai de encontro às declarações que o secretário-geral Ban Ki-moon tinha proferido no mês passado, no seguimento da divulgação de um relatório interno que apontou inúmeras falhas das Nações Unidas nos últimos meses de conflito no Sri Lanka. Ban Ki-moon disse que este relatório iria ter "implicações profundas" na organização.

 

Talvez a resolução aprovada esta Quinta-feira seja já resultado dessa vontade de mudança.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 15:12
link do post | comentar
partilhar
Terça-feira, 3 de Abril de 2012

Rebeldes no Mali conquistam "o local mais distante que se possa imaginar"

 

Foto BBC News

 

Timbuktu, uma cidade misteriosa no Mali que muitos pensavam existir apenas no seu imaginário, foi capturada pelos rebeldes tuaregs no âmbito do golpe de Estado que aconteceu naquele país há uns dias. Fundada por aquele povo nómada no século XII, a cidade, que o Oxford English Dictionary descreve como "o local mais distante que se possa imaginar", tornou-se agora bem real e de volta às mãos dos tuaregs. 

 

tags:
Publicado por Alexandre Guerra às 20:18
link do post | comentar
partilhar

About

Da autoria de Alexandre Guerra, o blogue O Diplomata foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

Facebook

O Diplomata

Promote Your Page Too

subscrever feeds

Contacto

maladiplomatica@hotmail.com

tags

todas as tags

pesquisa

arquivos