Sexta-feira, 3 de Junho de 2016

A próxima cimeira da NATO em Varsóvia

 

A 8 e 9 de Julho vai realizar-se a Cimeira da NATO em Varsóvia. Em visita à Polónia esta semana, o secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, fez uma antecipação do que estará na agenda do encontro. Perante os desafios de segurança e também de valores aos fundamentos europeus, pretende-se que nesta cimeira a NATO reforce a sua presença nos países da parte Leste da organização e que se projecte estabilidade para lá das fronteiras da Aliança.

 

Quanto ao reforço da posição da NATO nesses países de Leste, um dos pontos que será discutido tem a ver com a colocação de vários batalhões em diferentes Estados daquela região, embora o secretário-geral da NATO tenha referido que esta medida não tem um carácter ofensivo contra a Rússia. Para já, sabe-se que os três países bálticos e a Polónia irão receber estes batalhões. Além disso, a Polónia anunciou hoje que vai criar uma força paramilitar de 35 mil civis que terão treino militar e que serão distribuídos por várias brigadas territoriais, com o objectivo de estarem preparados para um tipo de conflito como aquele que aconteceu no leste da Ucrânia.

 

Sobre a capacidade de projecção de estabilidade para lá das fronteiras da Aliança, Jens Stoltenberg adiantou que a NATO vai intensificar a cooperação e o treino conjunto com países do Médio Oriente e Norte de África, para que estas regiões possam fortalecer as suas instituições de defesa e forças militares com dois objectivos: reconquistarem território que tenham perdido para forças terroristas, como o Estado Islâmico ou a Al Qaeda; criarem condições mais favoráveis para facilitar a eventualidade de mobilização de tropas da NATO naqueles países.

 

Na próxima cimeira será também discutido o investimento do PIB que cada país faz na área da Defesa, com a meta de dois por cento sempre presente. Outro dos pontos que será também abordado é a cooperação entre a NATO e a União Europeia em matéria de ameaças híbridas, como a ciber defesa e a segurança marítima. 

 

Entretanto, dentro da NATO Response Force (NRF), que conta com 40 mil homens, foi activada há dias a Very High Readiness Joint Task Force (VJTF), que é uma espécie de “ponta de lança” composta por 5 mil homens com capacidade de mobilização em 48 horas em qualquer parte do mundo. Será anunciado, certamente, com entusiasmo e pompa na cimeira de Julho.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 18:30
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Terça-feira, 10 de Setembro de 2013

Sem dramas nem crises políticas

 

A Noruega acabou de entregar o poder ao centro-direita, após oito anos de governação de Jens Stoltenberg do Partido Trabalhista. Curiosamente, este até foi o partido mais votado, conquistando 55 assentos num parlamento de 169, no entanto, a coligação de centro-esquerda não resistiu à subida dos vários partidos do centro-direita e de extrema-direita, nomeadamente do Partido Conservador, o segundo mais votado com 48 assentos parlamentares ganhos.


Perante este cenário -- e tal como também pode acontecer em Portugal --, seria pouco racional que fosse Stoltenberg (apesar de liderar o partido mais votado) a ser chamado a formar Governo, já que nunca consegueria obter uma coligação maioritária no parlamento.

 

Sem dramas ou crises políticas -- algo que numa situação deste género facilmente aconteceria em Portugal --, Stoltenberg assumiu de imediato a derrota na noite das eleições, enquanto Erna Solberg, líder do Partido Conservador, anunciou que iria iniciar conversações com as restantes formações políticas à direita para um Governo de coligação.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 17:42
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Da autoria de Alexandre Guerra, o blogue O Diplomata foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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