Quarta-feira, 25 de Dezembro de 2013

Um erro

 

É um erro o Governo interino do Egipto classificar a Irmandade Muçulmana de organização terrorista. Só contribuirá para criar mais clivagens entre os egípcios. Tal como acontece com o Hamas, é preciso distinguir na Irmandade Muçulmana a esfera política e social das franjas radicais. Claro que ninguém é ingénuo ao ponto de acreditar que estas facções mais extremistas actuam sem qualquer tipo de conhecimento ou de cobertura das lideranças políticas do Hamas ou da Irmandade, no entanto, numa abordagem mais realista, não se pode ignorar a penetração desses movimentos nas suas sociedades enquanto estruturas políticas e sociais devidamente organizadas capazes de dar respostas a vários níveis.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 21:56
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Quarta-feira, 14 de Agosto de 2013

Dilema

 

No Egipto receia-se que a violência que alastra nas ruas se transforme num conflito prolongado de guerrilha urbana entre o Exército e a Irmandade Muçulmana -- esta com capacidade de financiamento e de armamento. Por isso, os opositores ao Presidente deposto, Mohammed Morsi -- desde os mais liberais aos mais conservadores -- precisam que as forças de segurança contenham os homens da Irmandade.

 

Por outro lado, também não querem que o Exército ganhe um controlo absoluto da situação, fazendo do Egipto uma espécie de regime militar autoritário.

 

Entre o radicalismo da Irmandade e o poder absoluto do Exército, as correntes mais liberais e democráticas estão perante um dilema de difícil resolução.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 17:16
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Da autoria de Alexandre Guerra, o blogue O Diplomata foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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