Terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Os alinhamentos geoestratégicos e geopolíticos do futuro

 

Putin com Alexei Miller (dir.) da Gazprom e Zhang Gaoli (esq.), ontem em Namsky Highway/Foto: (RIA Novosti / Alexey Nikolsky)

 

Poucos deram atenção, mas ontem ocorreu um facto revelador daquilo que poderão ser os alinhamentos geoestratégicos e geopolíticos dos próximos anos na Ásia, com base na interdependência complexa entre os Estados. O Presidente russo, Vladimir Putin, e o vice-primeiro-ministro chinês, Zhang Gaoli, estiveram presentes no início da construção do novo gasoduto que vai ligar os dois países.

 

As obras arrancaram na Sibéria e pela primeira vez a parte oriental da Rússia vai estar toda ligada por um gasoduto que chegará à China. O "Power of Siberia", nome pelo qual o gasoduto é conhecido, era uma obra há muito ambicionada pelos dois países. São 4000 quilómetros e trata-se do maior projecto do mundo deste género. O gasoduto deverá começar a funcionar em 2019 e será um elo forte nas relações entre Pequim e Moscovo. 

 

Por um lado, a China consegue uma fonte de energia segura e eficiente e, por outro, a Rússia garante a diversificação do seu mercado exportador, passando a depender menos da Europa. 

 

 

Publicado por Alexandre Guerra às 17:21
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Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Será desta que o Nabucco vai arrancar?

 

PROJECTED ROUTES OF NORD STREAM, NABUCCO AND SOUTH STREAM PIPELINES

 

 

O Nabucco parece ter finalmente condições políticas para avançar, depois de cinco países europeus terem assinado esta Segunda-feira na Turquia um acordo para a construção daquele gasoduto, que pretende transportar gás natural do Mar Cáspio e do Médio Oriente até à Europa, contornando território russo e ucraniano.
 
Já por várias vezes, o Diplomata falou sobre este projecto, que se discute há alguns anos e que tem como principais intervenientes a Turquia, a Roménia, a Bulgária, a Hungria e a Áustria.
 
Apesar do apoio da Comissão Europeia ao Nabucco, a verdade é que o mesmo ainda não passou do papel, tendo sido sucessivamente adiado, sendo que Ancara já fez saber que serão precisos pelo menos mais 6 meses para que o acordo final fique concluído.
 
Além disso, e não obstante a vontade dos países signatários, existem muitas incertezas quanto à origem do fornecimento de gás natural. Países como o Irão, Cazaquistão, Iraque, Turquemenistão e o Egipto podem ser potenciais fornecedores, mas está-se ainda longe de ter garantido qualquer tipo de modelo de negócio.
 
Ao mesmo tempo, Moscovo vai tentando garantir o máximo de fornecedores possíveis na região do Cáspio, uma vez que está igualmente a desenvolver, em parceria com a Alemanha, o gasoduto Nord Stream, que vai ligar directamente o território russo ao alemão. Refira-se que este projecto já está numa fase de implementação, ou seja, bastante mais avançado que o Nabucco.  

 

A União Europeia mantém o Nabucco como projecto prioritário (23 de Março de 2009) ; A guerra dos gasodutos na cimeira da Primavera (20 de Março de 2009); A Bulgária na rota da energia (17 de Março de 2007)

 

Publicado por Alexandre Guerra às 11:26
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Da autoria de Alexandre Guerra, o blogue O Diplomata foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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