Terça-feira, 14 de Novembro de 2017

Desleixo ou desinteresse

 

Vinte e três Estados-membro da UE assinaram ontem a notificação conjunta para a instituição da Cooperação Estruturada Permanente (PESCO), um passo muito importante na tua almejada política de Segurança e Defesa europeia comum e pela qual Portugal se tem batido. Mas, com bastante surpresa, constatou-se que o nosso País não esteve no grupo fundador, ainda por cima sendo este um instrumento previsto pelo Tratado de Lisboa. É certo que se pode juntar mais tarde e que para já estamos apenas a falar de uma notificação, mas a verdade é que para a História, Portugal não esteve no grupo da frente, rompendo com a boa tradição da diplomacia portuguesa, de ter sabido sempre posicionar-se na vanguarda do projecto europeu. E que ilações se pode tirar disto? Das duas uma: ou desleixo nacional, por não se terem cumprido uns prazos quaisquer (segundo as justificações do próprio chefe da diplomacia nacional), ou desinteresse. Em qualquer dos casos, é lamentável que a diplomacia portuguesa, historicamente sempre de grande qualidade, desta vez não tenha percebido onde Portugal devia estar.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 10:11
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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

Para reflectir

 

No Ocidente, as pessoas ficam chocadas com as barbaridades que se cometem por esse mundo fora, mas esquecem-se que apenas quatro países da NATO gastam, pelo menos, dois por cento do seu PIB em Defesa: os EUA, a Grécia, a Estónia e o Reino Unido.

 

Dos 28 membros da NATO, os EUA são o país que, de longe, mais investe em Defesa, com 4,4 por cento do seu PIB, o que representou no ano passado 735 mil milhões. Os outros 27 países da Aliança gastaram no seu conjunto 288 mil milhões, o que faz uma média de 1,3 por cento do PIB por Estado, um valor bem abaixo dos dois por cento pretendidos pela NATO.

 

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Publicado por Alexandre Guerra às 12:38
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Terça-feira, 20 de Março de 2012

Submarinos fizeram de Portugal o sexto maior importador mundial de armas em 2010

 

O submarino Arpão na chegada à Base Naval do Alfeite, em Abril do ano passado/Foto: Rui Miderico - Lusa

 

Portugal foi, em 2010, o sexto maior importador de armas a nível mundial, à frente de países como os Estados Unidos (7), a Argélia (8) ou a Arábia Saudita (9). Esta informação é citada pela revista Les Grands Dossiers de Diplomatie nº7 (Fevereiro/Março 2012), tendo como fonte o Yearbook 2011 do conceituado Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI).

 

Em 2010, o Governo português gastou 941 milhões de dólares em importações de armamento no âmbito da sua segurança e defesa, garantindo, deste modo, o sexto lugar dos 10 maiores importadores mundiais. No topo da lista encontrava-se a Índia, com mais de 3,3 mil milhões dólares, seguida do Paquistão, com sensivelmente 2,5 mil milhões, e da Austrália, um pouco acima dos 1,6 mil milhões. No quarto lugar estava a Coreia do Sul e no quinto Singapura.  

 

Os valores mencionados no ranking referem-se unicamente às importações de armamento no ano de 2010, sendo o anómalo caso português explicado, segundo julga o autor destas linhas, com a inclusão das verbas dos dois submarinos adquiridos à Alemanha e que terão sido totalmente pagos em Dezembro de 2010, altura em que foi entregue a segunda embarcação, à saída do estaleiro, ainda em território alemão. O Tridente, o primeiro submarino, já tinha chegado a Portugal em Agosto desse ano.

 

Na altura da discussão do OE para 2011, em Outubro, o então Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ainda terá chegado a incluir cerca de mil milhões de euros nesse documento em “despesas excepcionais”, já que desconhecia quando seria entregue o segundo submarino, momento em que, contratualmente, Portugal era obrigado a pagar os montantes em dívida. Mas, uma vez que o processo ficou concluído em finais de 2010, segundo o próprio Ministério das Finanças confirmou ao Económico, as verbas acabaram por ser pagas ainda nesse ano. Os dois submarinos terão custado 833 milhões de euros.

 

O Arpão, o segundo submarino, acabaria por chegar a Portugal em Abril de 2011, já pago.

 

Texto publicado originalmente no Forte Apache.


Publicado por Alexandre Guerra às 21:36
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O Diplomata é um blogue individual e foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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