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O Diplomata

Opinião e Análise de Assuntos Políticos e Relações Internacionais

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In Flanders Fields

Alexandre Guerra, 06.11.15

 

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Por esta altura do ano, o Diplomata costuma republicar este texto porque, como alguns dos leitores já terão notado, muitos britânicos, de políticos a outras personalidades da cultura ao desporto, passando pelos cidadãos comuns, ostentam religiosamente na lapela dos seus casacos uma papoila vermelha.

 

Esta prática não é exclusiva do Reino Unido, estendendo-se a vários países do mundo, com especial incidência aos que pertencem à Commonwealth.

 

É um gesto de homenagem aos soldados caídos durante a I Guerra Mundial e que está associado ao Dia da Lembrança, a 11 de Novembro, numa alusão ao 11 de Novembro de 1918, data em que foi assinado o Armistício que pôs fim às hostilidades.

 

A origem da tradição da papoila surgiu dois dias antes daquela importante data, quando a norte-americana Mona Michael, trabalhadora humanitária, inspirada pelo poema “In Flanders Fields”, da autoria do médico militar canadiano John McCrae, colocou no seu casaco uma papoila vermelha e distribuiu outras tantas por ex-combatentes na sede da YMCA em Nova Iorque, onde então trabalhava, em honra dos soldados mortos durante o conflito.

 

“In Flanders Fields”, considerado um dos poemas mais emblemáticos escritos durante a I GM, descreve a redescoberta da vida nos campos da Flandres com o nascer das papoilas entre as cruzes das campas.

 

Dois anos mais tarde, a papoila foi oficialmente adoptada pela Legião Americana durante uma conferência internacional, em que estava presente Madame E Guerin, que viu aqui uma oportunidade para angariar fundos de apoio aos órfãos e viúvas dos militares com a venda em massa deste símbolo.

 

Em 1921 seria a vez da Legião Britânica adoptar oficialmente a papoila nas suas comemorações de homenagem aos soldados mortos na I GM.

 

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