Segunda-feira, 27 de Novembro de 2017

Darkest Hour

 

 

Uma das cenas iniciais captou logo a minha atenção... Uma jovem dactilógrafa, nervosa e assustada, momentos antes de entrar no quarto de Winston Churchill, ouve alguns conselhos de um assessor, que lhe diz que ela tem que ter a máxima atenção e frieza porque se percebe mal o que ele diz quando dita os textos, já para não falar nos ataques de fúria.

 

Simpaticamente convidado pela NOS, juntamente com mais alguns jornalistas, cronistas e um politólogo, fui ver o Darkest Hour na noite de encerramento do Lisbon & Sintra Film Festival (LEFFEST) no Monumental. Fora da competição, o filme de Joe Wright e com um Gary Oldman avassalador, desenrola-se à volta do processo de nomeação de Winston Churchill para a chefia do Governo e da sua afirmação no poder nos dias seguintes, numa altura em que os panzers alemães avançavam para França e cerca de 300 mil soldados britânicos estavam encurralados em Dunquerque. Em Londres, Churchill era um homem isolado, sem apoio parlamentar e com um Rei hesitante, sendo mesmo obrigado a duvidar do caminho a seguir: negociar com os alemães ou assumir o conflito. Mas, como lhe disse a sua mulher, era a sua imperfeição que o tornava forte e as suas dúvidas que lhe davam a sabedoria. O Rei, perante a determinação de Churchill na luta pela liberdade e democracia, acabaria por lhe dar o apoio vital, não sem antes de lhe retribuir um conselho: antes de tomar a decisão, ouça o povo. E lá foi Churchill para o metro ouvir o povo, que lhe disse aquilo que ele sempre sentiu: 'Nunca' a Inglaterra negociará com a Alemanha. Nessa tarde, no Parlamento, Churchill inflama aquela câmara e "conquista-a". Nas bancadas alguém pergunta a Lord Halifax (retratado neste vídeo), um defensor acérrimo das negociações com a Alemanha, o que acabara de se passar. Halifax, que viu goradas as sua possibilidades de poder liderar um Governo, responde: Churchill mobilizou a retórica inglesa e partiu para a guerra.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 11:27
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Da autoria de Alexandre Guerra, o blogue O Diplomata foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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