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O Diplomata

Opinião e Análise de Assuntos Políticos e Relações Internacionais

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O negócio da influência

Alexandre Guerra, 18.12.13

 

 

Vladimir Putin e o seu homólogo ucraniano, Viktor Yanukovych, ontem no Kremlin/Foto:Michael Klimentyev / RIA-Novosti / Reuters

 

Quando está em disputa a influência sobre um determinado Estado, é bom que os actores rivais joguem argumentos fortes para cima da mesa. Foi precisamente isso que a Rússia fez ao comprar 11 mil milhões de euros em títulos da dívida da Ucrânia e ao baixar drasticamente o preço do gás natural para aquele país.

 

Enquanto a União Europeia se lamentava e se desfazia em declarações de circunstância, o Kremlin salvava literalmente a Ucrânia da bancarrota. É verdade que a médio prazo um possível acordo com a União Europeia poderia ser mais benéfico em termos económicos para a Ucrânia, mas o problema é que Kiev estava com a "corda na garganta". Perante isto, a Rússia não hesitou em dar um pouco mais de folga a Kiev, mas sem tirar a "corda" completamente, não vá a Ucrânia ter a ideia de um dia virar as costas a Moscovo.

 

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