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O Diplomata

Opinião e Análise de Assuntos Políticos e Relações Internacionais

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Washington parece estar atento ao que a al-Qaeda vai fazendo na Somália

Alexandre Guerra, 01.05.08


O ataque cirúrgico perpetrado pelos Estados Unidos na Somália, e confirmado pelo CentCom, demonstra que os serviços de informação norte-americanos estão atentos e activos naquela região. Por mais anárquica que esteja a conjuntura somali, o lançamento de um míssil contra um alvo específico na cidade de Dusamareb revela preparação estratégica e muito trabalho de campo. 



Aden Hashi Ayro, chefe militar do movimento al-Shabab (uma espécie de filial da al-Qaeda na Somália) e mais 10 pessoas daquela organização foram eliminadas pelas forças americanas, numa operação cuidadosamente preparada, como confirmou o porta-voz da CentCom, Bob Prucha, à Associated Press.



A al-Shabab é considerada pelos Estados Unidos como uma organização terrorista e representa a ala mais radical da União dos Tribunais Islâmicos, que em 2006 conseguiu conquistar parte do território da Somália, sendo depois derrotada pelas forças etíopes.



De acordo com as várias fontes citadas pela BBC On Line, Aden Hashi Ayro foi um dos muitos terroristas que recebeu treino no Afeganistão nos anos 90, sendo claramente identificado como um homem de acção no terreno e não como um político.



Ainda segundo a informação disponível, o míssil (de alta precisão, embora desconhecendo-se o tipo de sistema) que matou Ayro foi lançado de um dos navios da frota americana no Índico, tendo também sido usados informadores no terreno. Ora, isto aparentemente demonstra que Washington e os serviços de informação tradicionais e militares americanos têm estado, no mínimo, atentos ao que se passa na Somália. Alexandre Guerra