Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

O Diplomata

Opinião e Análise de Assuntos Políticos e Relações Internacionais

O Diplomata

Opinião e Análise de Assuntos Políticos e Relações Internacionais

Armamento, um negócio que resiste a qualquer crise

Alexandre Guerra, 06.11.12

 

Se há negócio que continua a florescer apesar dos ventos desfavoráveis é o do armamento e sistemas de defesa. Uma notícia desta Terça-feira da Reuters informava que a Defense Security Cooperation Agency (DSCA), entidade federal dos Estados Unidos que supervisiona as vendas de material bélico nacional a países terceiros, acabou de dar “luz verde” a um negócio de 7,6 mil milhões de dólares.

 

Ou seja, quase 6 mil milhões de euros, bem acima dos famigerados 4 mil milhões que se querem cortar em Portugal.

 

A aprovação da DSCA pode, teoricamente, ser bloqueada no Congresso, mas por todas as razões e mais alguma é algo impensável. Ou não fossem por momentos destes que o complexo militar-industrial norte-americano tanto espera.

 

O negócio em causa implica a venda de sistemas de defesa antimíssil da Lockheed Martin ao Qatar e aos Emirados Árabes Unidos (EAU). Sistemas esses que pretendem, por um lado, atenuar a dependência destes Estados nos aliados americanos e, por outro, garantir um “escudo” na região contra mísseis inimigos (leia-se, Irão) de curto e médio alcance.

 

A Lockheed já tinha anunciado em Agosto que alguns países da região tinham manifestado interesse no seu sistema THAAD (Terminal High-Altitude Area Defense), tendo o Qatar e os Emirados Árabes Unidos avançado com a intenção de adquiri-lo.

 

O Qatar vai despender 6,5 mil milhões enquanto os EAU pretendem gastar um pouco acima de 1,1 mil milhões.

 

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.