Domingo, 10 de Junho de 2012

Chile, um país que continua dividido na relação com a sua História recente

 

Manifestantes em confrontos com a polícia este Domingo por causa de uma homenagem a Pinochet/Foto: AFP

 

O Chile continua a ser um país dividido na relação com a sua História recente. As feridas provocadas pelos 17 anos de regime do General Augusto Pinochet continuam bem vivas e manifestam-se, por vezes, de forma violenta nas ruas chilenas.

 

Este Domingo, polícia e manifestantes confrontaram-se em Santiago do Chile, por causa de um acto de homenagem a Pinochet, que a 11 de Setembro de 1973 depôs o Presidente recém-eleito Salvador Allende, mantendo-se no poder até 1990. Segundo as estimativas do Governo chilento, sob o regime de Pinochet terão morrido mais de 3000 pessoas e cerca de 40 mil terão sido torturadas, presas ou obrigadas ao exílio.  

 

Os manifestantes protestaram contra a exibição do documentário "Pinochet" no Teatro Caupolicán, que dizem ser uma glorificação do general. Os organizadores da iniciativa, por outro lado, disseram tratar-se de uma registo que pretende transmitir a verdadeira natureza de Pinochet, que nada tem a ver com a ideia criada pelos jornais, caracterizando-o como um ditador implacável.

 

Independentemente dos factos históricos que hoje já são conhecidos, na sociedade chilena continuam a coabitar duas visões em relação ao papel de Pinochet. Uns acreditam que ele foi um líder messiânico que salvou o país do comunismo, outros vêem no General um ditador assassino.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 22:58
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Da autoria de Alexandre Guerra, o blogue O Diplomata foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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