Shaam News Network, via Reuters
Este Sábado soube-se que foram descobertos mais 92 civis mortos, entre os quais 32 crianças com menos de dez anos, numa aldeia síria perto da cidade fustigada de Homs, fruto do conflito civil que se vive naquele país. Uma tragédia perante a qual as chancelarias internacionais não podem continuar com meras declarações de intenções, como aconteceu hoje.
As Nações Unidas, através de um comunicado conjunto do seu Secretário Geral, Ban Ki-moon, e do seu antecessor a agora enviado à Síria, Kofi Annan, limitaram-se condenar os actos e a dizer que os culpados por este massacre têm que ser responsabilizados, embora nunca se dirigindo directamente ao regime de Damasco.
Também as intervenções de Paris e de Londres revelam-se inconsequentes, com o chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius, a dizer que vai reunir os 80 membros da organização "Amigos da Síria". Perante este tom ameaçador, certamente que o Presidente Bashar al-Assad já estará por esta altura a recear pelo seu futuro.
Mas as declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, também não se ficam atrás, já que recorreu ao expediente do costume e anunciou que pretende convocar uma reunião "urgente" no Conselho de Segurança das Nações, repare-se, nos "próximos dias". O que leva a concluir que, afinal, talvez, não seja assim tão "urgente".
