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O Diplomata

Opinião e Análise de Assuntos Políticos e Relações Internacionais

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A Europa alinha com Bush num discurso mais agressivo contra o Irão

Alexandre Guerra, 10.06.08




                                                                                                                  Jason Reed/Reuters


A Declaração da Cimeira União Europeia-Estados Unidos foi hoje assinada no Castelo de Brdo, Eslovénia, e no documento são reiteradas ameaças de mais sanções ao regime de Teerão, caso não acate as decisões da comunidade internacional, nomeadamente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e da Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA).



O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, o primeiro-ministro da Eslovénia, Janez Jansa, na qualidade de presidente do Conselho Europeu, Javier Solana, Alto Representante para  a Política Externa da UE, e o líder norte-americano, George W. Bush, subscreveram o texto que volta a colocar o Irão na mira das chancelarias ocidentais, e onde é dito claramente que aquele país não pode apoiar a proliferação de armas de destruição maciça nem o terrorismo.



As conclusões desta Cimeira entre a União Europeia e os Estados Unidos estão a ser vistas como a última e derradeira tentativa de Bush conseguir que a Europa assuma uma posição unânime e mais aguerrida contra o regime de Teerão. Por isso, o Presidente norte-americano disse que "agora é a altura para se ter uma diplomacia forte", num claro apelo, mas também em jeito de aviso, aos dirigentes europeus. 



Neste sentido, e de acordo com alguma imprensa internacional, Bush está aproveitar esta viagem à Europa para pressionar alguns homens de negócios e empresários para boicotarem as suas relações com o Irão. No entanto, e apesar da retórica mais agressiva consignada na Declaração da Cimeira, o mais provável é que os resultados desejáveis por Bush não aconteçam.



Para a Europa, tal como nos Estados Unidos, o momento é de mudança e já todos esperam pelo novo Presidente, pressupondo-se que a actual visita de Bush ao Velho Continente venha a ter pouco impacto em termos estratégicos, de tal forma que os principais jornais de referência não estão a dar grande destaque ao resultado da cimeira, com excepção do The Washington Post. Alexandre Guerra
   

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