Este fim de semana está a ser marcado por dois processos eleitorais em países lusófonos, Guiné Bissau e Timor Leste. E, para já, a grande surpresa foi o afastamento de José Ramos Horta, actual Presidente timorense, na primeira volta do processo eleitoral de ontem.
O Prémio Nobel da Paz conseguiu apenas 18 por cento dos votos, um número que o remete para o terceiro lugar, afastando-o da segunda volta. Uma ronda que será disputada a 14 de Abril por Francisco Guterres, da Fretilin, com pouco mais de 28 por cento, e por Taur Matan Ruak, antigo chefe das Forças Armadas, que alcançou ligeiramente acima dos 25 por cento.
Na Guiné Bissau, depois da morte por doença do Presidente Malai Bacam Sanhá, em Janeiro, os eleitores estão hoje a escolher, entre nove candidatos, nomes como Kumba Ialá do Partido de Reinserção Social (PRS), e que já ocupou o cargo da chefia de Estado, Henrique Rosa, independente e que já foi Presidente interino, e Carlos Gomes Júnior, candidato do PAIGC e actual primeiro-ministro.
Gomes Júnior deverá alcançar facilmente a segunda volta e é muito provável que venha a ser o próximo Presidente da Guiné Bissau. Pedro Seabra, investigador do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança, explica porquê no jornal Público.
