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O Diplomata

Opinião e Análise de Assuntos Políticos e Relações Internacionais

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As dúvidas de "Condi"

Alexandre Guerra, 28.06.08


As aparentes boas intenções do regime de Pyongyang em relação ao seu programa nuclear estão a ser recebidas com bastante cautela por parte de Washington. A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, revelou que o documento entregue na Quinta-feira pela Coreia do Norte é escasso em informações, porque limita-se apenas a constatar aquilo que já todos sabiam, de que Pyongyang tinha um programa para produzir plutónio. 



A declaração não revela qualquer informação sobre o actual estado do programa nuclear nem sobre os depósitos de plutónio ou de urânio enriquecido. Mais importante ainda, o documento não faz qualquer menção ao eventual stock de material bélico nuclear. Por isso, também o Presidente George W. Bush demonstrou prudência face aos intentos de Pyongyang.



Num outro gesto de aparente conciliação, a Coreia do Norte implodiu a torre de arrefecimento da central nuclear de Yongbyon, fazendo dessa iniciativa um espectáculo para as televisões com um objectivo claramente propagandístico, mas cujos benefícios práticos são praticamente nulos, porque aquela estrutura já estava desactivada. Uma opinião partilhada por John Wolfsthal, investigador no Center for Strategic and International Studies, em Washington, que considera tratar-se de um gesto meramente simbólico 



Alguns analistas referem que o regime de Pyongyang está numa lógica de sobreviviência, optando por ir ganhando tempo com iniciativas algo inócuas. Para já, parece estar a dar resultado, tendo a Casa Branca anunciado que pretende retirar a Coreia do Nore da lista dos Estados que apoiam o terrorismo, o que permitirá o levantamente de uma série de restrições económicas e diplomáticas. Alexandre Guerra
 

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