Domingo, 15 de Maio de 2011

Uma "Primavera" cada vez mais sangrenta

 

 

Os líderes ocidentais, numa euforia cega e desmedida, abraçaram aquilo que consideravam ser uma espécie de "Primavera" árabe, esquecendo-se do realismo político e ignorando todos os ensinamentos da História dos povos.

 

De uma forma ingénua, a opinião pública na Europa e nos Estados Unidos foi atrás e pensou que tudo ia ser como na Tunísia, com as pessoas a virem pacificamente para a rua a exigir a queda dos seus "ditadores", e a clamarem, entusiasticamente, por democracia ao som de cânticos e de "vivas" ao Exército. 

 

Uma história bonita, mas longe da dura realidade do Médio Oriente e do Magrebe. A verdade é que no Egipto já tinham surgido alguns sinais preocupantes de que esta "febre" revolucionária repentina podia acabar mal para alguém.

 

É então na Líbia que estala um verdadeiro processo revolucionário e reaccionário e com tudo o que isso acarreta. Para quem ainda não tenha reparado, a NATO está com um verdadeiro problema em mãos e não sabe como resolvê-lo. Na Síria, os contornos ameaçam ser ainda mais sangrentos, começando a vislumbrar-se situações aterradoras.

 

Na Sexta-feira à noite, o Diplomata via na CNN estas imagens brutais. Imagens, essas, que devem fazer reflectir todos aqueles que irresponsavelmente apoiam e embarcam em aventuras revolucionárias sem tentar perceber quais são os melhores meios para atingir determinados fins. 

 

Publicado por Alexandre Guerra às 01:31
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Da autoria de Alexandre Guerra, o blogue O Diplomata foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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