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O Diplomata

Opinião e Análise de Assuntos Políticos e Relações Internacionais

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Segurança social japonesa pode ter pago pensões a pessoas com 150 anos

Alexandre Guerra, 10.09.10

 

Com a contracção económica a repercutir-se nos cofres dos Estados, o controlo tem sido cada vez mais apertado quanto ao destino dos dinheiros públicos, nomeadamente os da segurança social. Os governos, com mais ou menos determinação, têm encetado esforços para evitar esquemas fraudulentos de atribuição de subsídios ou pensões de apoio social. 

 

As autoridades japonesas foram confrontadas acidentalmente há cerca de um mês com uma falha no sistema de atribuição de pensões a cidadãos centenários, tendo originado de imediato uma exaustiva auditoria nacional às famílias com pessoas daquela idade. 

 

De acordo com uma notícia avançada há momentos pela BBC News, as autoridades japoneses chegaram à conclusão que existem cerca de 230 mil centenários "desaparecidos" e que poderão estar a receber apoios sociais de diversa ordem, mesmo que alguns possam já ter idades de 150 anos.

 

Tudo foi espoletado há cerca de um mês por ocasião do 111º aniversário de Sogen Kato, tornando-o no homem mais velho do mundo. Num gesto simpático, as autoridade de Tóquio quiseram congratulá-lo por aquele feito e foi quando descobriram os restos mumificados de Kato em casa de familiares.

 

Ou seja, o senhor já tinha morrido há sensivelmente 30 anos, mas as autoridades suspeitam que os seu familiares terão estado durante este tempo todo a explorar a segurança social usufruindo indevidamente dos seus apoios sociais.

 

Os familiares de Kato já foram acusados formalmente, mas o Governo suspeita que muitos outros casos deste género possam existir.