Quinta-feira, 1 de Julho de 2010

From Russia With Love… Mas desta vez num corpo “Victoria’s Secret”

 

 

Anna Chapman é a nova “estrela” da espionagem internacional. Se o leitor julga que os agentes secretos não têm direito aos seus 15 minutos de fama, desengane-se, pois o mundo dos espiões também tem as suas estrelas.

 

No passado, nomes como Mata Hari, Julius e Ethel Rosenberg, Kim “Philby, Alger Hiss ou, mais recentemente, Robert Hanssen e Aldrich Ames, encheram páginas de jornais e alimentaram o imaginário de muitos.

 

Pois, a sexy e sensual Chapman, com direito a perfil no Linkedin e no Facebook, tornou-se a partir de Terça-feira à noite uma vedeta internacional, depois das suas fotos começarem a circular na internet e da imprensa internacional ter descoberto que, entre os 10 alegados espiões detidos no Domingo pelo FBI nos Estados Unidos (mais tarde foi detido um 11º primeiro suposto espião no Chipre que, entretanto, conseguiu escapar), se encontrava uma mulher de beleza fatal, com uma inteligência acima da média, capaz de levar qualquer homem (e quem sabe mulher) a revelar um segredo.

 

O New York Post, numa das crónicas mais citadas, referiu-se a ela como uma beleza escaldante num corpo “Victoria’s Secret”. Além disso, é lhe reconhecido o dom da inteligência e da sedução, o que a torna numa autêntica arma letal para os interesses americanos.

 

Segundo as notícias vindas a público, Chapman estaria a passar informação para Moscovo desde Janeiro, sendo certo que a agente se relacionava com círculos influentes de Manahatan e, segundo testemunhos, era uma excelente “networker”.

 

A sua página de Facebook, que contém várias fotos (sugestivas), começou a ter uma procura massiva, ao mesmo tempo que outros sites e redes iam republicando as imagens e vídeos da suposta agente. E como diz o Washington Post: “Sorte nossa que o seu perfil era público [no Facebook].” Um dos seus vídeos está igualmente a circular pelo YouTube e, claro está, é um sucesso.

 

Em poucas horas, Chapman despertou o interesse da imprensa internacional, que não resistiu a uma boa história de espionagem numa versão mais moderna e com contornos mais escaldantes. Como dizia aquele jornal de Washington: “It's so much easier when "From Russia With Love" is a total babe. It's all so Natasha, so Ninotchka, so Cold War retro.”

 

Chapman, à semelhança do que acontece com os outros supostos agentes, é acusada de conspiração por actuar nos Estados Unidos para um Governo estrangeiro sem ter pedido autorização ao Procurador-Geral americano. De todos os suspeitos, Chapman era uma das que se movia em esferas influentes com acesso a posições importantes.

 

Champan actuava no ramo imobiliário em Nova Iorque, mas já tinha desempenhado funções importantes em Londres no sector financeiro, e de acordo com vários testemunhos de pessoas que conviveram com ela, é uma pessoa muito activa, dinâmica e sociável.

 

Anna Chapman é na verdade Anya Kuschenko, filha de um embaixador russo. Mas, pouco interessa este pormenor, perante uma versão feminina em carne e osso do James Bond, e que poderia ser vizinha de qualquer cidadão comum.

 

Mais outro ingrediente apimentado para esta história... Uma amiga de escola de Chapman, citada pelo The Guardian, revelou que a agente era uma “party animal”, uma ideia corroborada por outras fontes que revelaram o seu gosto por festas e divertimento. Seja como for, as “festas” agora serão outras, já que o tribunal recusou o pedido de fiança.

 

No meio de tudo isto, Chapman diz que é divorciada de um homem francês, dono de uma cadeia de supermercados que, entretanto, já veio dizer que nem sequer a conhece (certamente para grande infelicidade deste). Por outro lado, o site lifenews.ru disse que ela foi casada com um inglês.

 

Como qualquer boa história de espionagem, muito há ainda por descobrir.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 21:36
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Da autoria de Alexandre Guerra, o blogue O Diplomata foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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