Domingo, 14 de Março de 2010

Quase 30 anos depois da guerra, dá-se o primeiro passo na desminagem das Falkland

 

 
Compreende-se que em determinadas zonas de Angola, da Serra Leoa, da RD Congo, da Bósnia Herzegovina, da Croácia, do Rwanda, do Egipto, ou da fronteira entre as duas Coreias não seja aconselhável andar sem um mapa actualizado da localização de minas antipessoal. Mas, talvez seja mais surpreendente o facto das ilhas Falkland terem no seu território cerca de 20 mil minas antipessoal, colocadas durante o conflito que opôs a Argentina e a Inglaterra, há 28 anos.
 
Uma parte do território das ilhas Falkland foi minada pelos argentinos por forma a evitar a invasão das forças britânicas. Desde então, que foram feitas algumas tentativas para se proceder à desminagem dos terrenos, no entanto, e após vários incidentes que provocaram feridos, chegou-se à conclusão que seria melhor vedar as zonas afectadas.
 
As Falkland têm um número reduzido de minas quando comparadas com países como o Cambodja ou Angola, o que aliás fez com que os governantes daquela ilha acabassem por aceitar a vedação dos terrenos durante vários anos. Porém, ao abrigo dos tratados internacionais em vigor, nomeadamente a Convenção de Otava, o Reino Unido foi obrigado a tomar medidas.
 
Por isso, apenas agora começou a ser implementado um projecto piloto. Para já, esta primeira fase destina-se à desminagem de apenas 1250 engenhos até Junho. Quanto aos restantes Londres pediu um prolongamento de 10 anos do prazo para executar a tarefa na sua plenitude.
 
Uma das boas notícias é que ao contrário do que acontece noutros países, os trabalhos da equipa de desminagem estão facilitados pelo facto de terem conhecimento exacto da localização das minas, devidamente registadas pelas cartas militares argentinas.
 
Publicado por Alexandre Guerra às 18:00
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Da autoria de Alexandre Guerra, o blogue O Diplomata foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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