Sexta-feira, 12 de Março de 2010

Intriga palaciana na West Wing entre os amigos David Axelrod e Rahm Emanuel

 

 

 

De há uns tempos a esta parte têm surgido publicamente algumas “brechas” no seio da Casa Branca, revelando choques de estilos e de opiniões entre dois dos principais homens de confiança do Presidente Barack Obama.

 
A julgar pela informação que tem sido veiculada por alguma imprensa, o chefe de gabinete, Rahm Emanuel, e o principal conselheiro político, David Axelrod, estão a afirmar as suas personalidades como se de feudos políticos tratasse, criando um clima de rivalidade entre ambos.
 
Não é por isso de estranhar que ainda ontem, o Financial Times titulasse em editorial “Uma equipa de rivais”, referindo-se precisamente ao clima de confrontação entre Emanuel e Axelrod na West Wing.
 
Também o maquiavélico Karl Rove, o principal conselheiro político do ex-Presidente George W. Bush, se referiu ao clima de crispação entre aqueles dois homens, no entanto, fez a ressalva de que muito do que se está a criar é alimentado pela imprensa. É por isso que ao Politico confessou ter alguma simpatia por Emanuel e Axelrod. 
 
Neste registo está Lynn Sweet, jornalista e colunista do Chicago Sun Times, que em declarações ao programa “Top Line” da ABC News, afastou a ideia de “intriga palaciana”, por considerar que não existe qualquer tensão entre os dois e que se está perante uma “não história”. O que existe, sim, é uma grande pressão sobre a administração por causa do plano de reforma de saúde, e que é natural que possam surgir desacordos relativamente a este tema, mas que isso não pode ser visto como um conflito entre Emanuel e Axelrod. Além disso, é preciso lembrar que os dois são amigos e que continuarão a sê-lo depois da era Obama.
 
Seja como for, Emanuel é conhecido por ser uma pessoa muito combativa, mas também intempestiva e bastante ambiciosa. E talvez, por isso, o chefe de gabinete tem sido duramente criticado por alguma imprensa e até mesmo por membros da sua administração por causa do seu comportamento. Como resposta, os apoiantes de Emanuel têm tentado passar a imagem de um homem pragmático e mais modesto nos seus objectivos.
 
Uma coisa parece ser certa, Obama tem confiança em ambos, o que de certa forma poderá estar a contribuir para a “paralisia política” que se fala, já que as opiniões de ambos poderão anular-se. É por isso que o mesmo Financial Times refere que a culpa não está em Emanuel ou em Axelrod, mas sim no próprio Presidente.
 
Publicado por Alexandre Guerra às 12:05
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Da autoria de Alexandre Guerra, o blogue O Diplomata foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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