Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Friedman, um "falcão" da energia limpa

 

Thomas Friedman, na sua habitual coluna no News York Times, assume-se como um autêntico "falcão" da energia limpa, defensor das propostas de lei que circulam nos corredores do Congresso americano lançadas pela Casa Branca, e critica aqueles que se opõem à implementação de legislação que possa introduzir a tecnologia de captura de carbono e um modelo de taxação sobre as emissões daquele gás.

 

Friedman revela não compreender as razões que sustentam a posição de tais opositores, já que para ele é uma evidência de que o clima está a mudar. E muito por causa da intervenção humana. 

 

Mas além das implicações ambientais óbvias, Friedman constata também existir uma problemática política que os Estados Unidos terão de enfrentar. Perante a necessidade inevitável de se encontrarem respostas, os países vão procurar soluções na tecnologia. E quanto mais avançados e céleres forem nessa demanda, mais cedo colherão benefícios e, de certa forma, reforçarão a sua influência e notoriedade no sistema internacional.

 

É por isso que Friedman considera que os Estados Unidos deverão estar na vanguarda desse processo. Até porque, de acordo com estudo das Nações Unidas de 2006, a população mundial vai crescer 2,5 mil millhões até 2050, o equivalente à população terrestre em 1950. A maior parte desse crescimento vai verificar-se em países menos avançados, já fortemente fustigados com graves debilidades estruturais. 

 

Ora, considera Friedman, se aos problemas de energia, de clima, de escassez de água e de poluição que existem actualmente, se acrescentar mais 2,5 mil milhões de pessoas para alimentar, vestir, transportar ou acomodar, o resultado será assustador. Face a este cenário, Friedman não tem dúvidas quanto ao lado a que pertence no debate sobre a problemática das novas políticas ambientais: o dos "falcões".  

 

Publicado por Alexandre Guerra às 22:07
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2 comentários:
De Anónimo a 23 de Novembro de 2009 às 14:34
O Destino Manifesto ainda surte afeitos...
De Luís Lavoura a 19 de Novembro de 2009 às 10:15
Friedman é um falcão em todos os sentidos, incluindo nalguns bem menos lisonjeiros. Não foi ele quem incitou os EUA a bombardear a Sérvia com a maior agressividade possível, colocando até marcos de subdesenvolvimento - querem que os arrasemos até ao nível de 1800? Fá-lo-emos. Mas se não chegar, podemos bombardeá-los até ficarem ao nível do século 15. E se ainda assim nãos e renderem, reduzi-los-emos ao ano 1192. Foi mais ou menos assim que ele escrevu nesse tempo.

Esse tipo é um asco. Trash him.

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Da autoria de Alexandre Guerra, o blogue O Diplomata foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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