Sábado, 4 de Julho de 2009

O adeus à política ou o início de uma corrida à Casa Branca?

 

Robert DeBerry/The Mat-Su Valley Frontiersman/AP 

 

Como em quase todos os processos eleitorais cujos resultados implicam rupturas no sistema político, mais concretamente ao nível da governação, uma das primeiras consequências para os derrotados é renovar quadros e procurar novos intervenientes que possam apresentar-se ao eleitorado nos anos seguintes.

 

De certa forma, é isto que tem acontecido no seio do Partido Republicano nos Estados Unidos, após a derrota nas presidenciais de Novembro e a perda de peso político no Congresso, terminando assim um ciclo de oito anos de poder em Washington. 

 

Nos últimos meses, vários nomes têm sido referidos como potenciais candidatos do GOP à presidência dos Estados Unidos em 2012. O problema é que as supostas estrelas republicanas em ascensão têm caído rapidamente, muitas delas, curiosamente, por causa de escândalos sexuais.

 

De entre os nomes surgidos, há pelo menos um que se tem mantido na corrida, e que agora parece estar a ganhar mais fôlego. Sarah Palin, ex-candidata à vice-presidência dos Estados Unidos nas últimas eleições, anunciou esta Sexta-feira a sua demissão do cargo de governadora do Alaska, apesar do seu mandato só terminar em 2010.

 

Esta manobra lançou de imediato a especulação entre os meios políticos, quanto à possibilidade de Palin estar a preparar-se para iniciar um trajecto que terá a Casa Branca como destino.

 

Efectivamente, tal ideia não será para já de descartar, visto que Palin não revelou planos quanto ao seu futuro, deixando tudo em aberto, tendo apenas informado que deixará o cargo de governadora no final do mês. Além disso, ao citar o Major General Oliver Prince Smith (embora tenha dito que a frase era do General Douglas MacArthur), Palin disse o seguinte: "We are not retreating. We are advancing  in another direction."

 

O site Politico referia que esta surpreendente decisão libertava Palin de todas as obrigações e constrangimentos que o cargo de governador obriga, ficando assim totalmente à vontade para fazer contactos e preparar terreno por todo o país. Relembre-se que Palin tem sido acusada de descurar as suas obrigações no Alaska por estar constantemente em viagens noutros estados.

 

Por outro lado, a sua demissão pode simplesmente estar relacionado com o facto de Palin querer afastar-se das luzes da ribalta, uma vez que desde a campanha eleitoral a agora ex-governadora do Alaska não tem tido tréguas por parte da imprensa.

 

E a verdade é que Palin acabou de assinar um contrato bastante lucrativo para escrever um livro. Ao New York Times, o neo-conservadora William Kristol, editor da Weekly Standard, referiu que Palin estava permanentemente a ser acusada de descurar nas suas funções enquanto governadora do Alaska. Com esta decisão, refere Kristol, Palin vai ter a possibilidade de se dedicar a outras actividades, sem prejudicar o estado do Alaska. 

 

Publicado por Alexandre Guerra às 16:17
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Da autoria de Alexandre Guerra, o blogue O Diplomata foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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