Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2013

Leituras

 

EE UU no pude luchar contra el terrorismo por control remoto, é o título de uma entrevista de Christopher Swift, especialista em terrorismo e professor na Universidade de Georgetown, dada ao jornal El País, na qual aborda a problemática dos drones norte-americanos utilizados para assassinar selectivamente terroristas.

 

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Publicado por Alexandre Guerra às 17:12
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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2013

Nem a Tunísia manteve a sua "Primavera"

 

A "Primavera" tunisina, à semelhança do que tem acontecido noutros países do Magreb e do Médio Oriente, está a transformar-se num "Inverno" manchado com sangue. Neste caso em concreto o de Chokri Belaid, um importante activista de 48 anos e destacado militante da aliança da oposição Frente Popular, assassinado à porta de sua casa, supostamente, por membros radicais islâmicos.

 

Chokri dedicou parte da sua actividade cívica e política a combater o antigo regime do Presidente Ben Ali e a denunciar o extremismo dos movimentos islamitas. Muitos tunisinos não hesitaram em atribuir a morte de Chokri ao Governo liderado pelo partido islamita Ennahda.

 

Os protestos têm sido de tal forma ruidosos que o primeiro-ministro tunisino foi obrigado a anunciar a dissolução do Governo e a formar um Executivo de salvação nacional composto tecnocratas e apartidários. Uma tensão que se instalou na sociedade tunisina a partir do momento em que a "Primavera Árabe" permitiu a emergência de movimentos mais extremistas na cena política do país. 

 

Os primeiros tempos ainda foram de relativa acalmia, como aliás o próprio Diplomata reconheceu, mas percebe-se agora que também na Tunísia os islamitas radicais têm conseguido alargar a sua autoridade nas estruturas do Estado, tal como aconteceu no Egipto.

 

A 15 de Maio de 2011, o Diplomata escrevia neste espaço que "os líderes ocidentais, numa euforia cega e desmedida, abraçaram aquilo que consideravam ser uma espécie de "Primavera" árabe, esquecendo-se do realismo político e ignorando todos os ensinamentos da História dos povos.

 

De uma forma ingénua, a opinião pública na Europa e nos Estados Unidos foi atrás e pensou que tudo ia ser como na Tunísia, com as pessoas a virem pacificamente para a rua a exigir a queda dos seus "ditadores", e a clamarem, entusiasticamente, por democracia ao som de cânticos e de "vivas" ao Exército.

 

Uma história bonita, mas longe da dura realidade do Médio Oriente e do Magrebe. A verdade é que no Egipto já tinham surgido alguns sinais preocupantes de que esta "febre" revolucionária repentina podia acabar mal para alguém.

 

É então na Líbia que estala um verdadeiro processo revolucionário e reaccionário e com tudo o que isso acarreta. Para quem ainda não tenha reparado, a NATO está com um verdadeiro problema em mãos e não sabe como resolvê-lo. Na Síria, os contornos ameaçam ser ainda mais sangrentos, começando a vislumbrar-se situações aterradoras".

 

Ora, hoje constata-se que nem a Tunísia conseguiu resistir à degeneração daquilo que os mais ingénuos consideravam ser um inevitável caminho triunfante para a democracia.  

 

Publicado por Alexandre Guerra às 18:27
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2013

Os jogos de guerra continuam no Mar Oriental da China

 

Soube-se agora, através do ministro da Defesa japonês, que no passado dia 30 uma fragata chinesa bloqueou na sua mira uma embarcação japonesa, em mais uma manobra dos "jogos de guerra" que têm acontecido no Mar Oriental da China a propósito da disputa das ilhas Senkaku, controladas pelo Japão mas reivindicadas por Pequim.

 

É mais um incidente a juntar a tantos outros que nos últimos tempos têm ajudado à escalada diplomática entre Tóquio e Pequim, acelerada depois do Governo nipónico ter adquirido os cinco ilhéus a proprietários privados.  

 

Desde então que o Mar Oriental da China tem estado "agitado" com movimentações militares de ambos os lados. Movimentações, essas, que têm servido para os governos de Pequim e de Tóquio fazerem demonstrações de força para "consumo interno", sobretudo no caso japonês, que elegeu recentemente Shinzo Abe para a chefia do Executivo e que pretende adoptar uma postura mais firme em relação à China.

 

Para já, no Mar Oriental da China vai-se assistindo a "jogos de guerra" e dificilmente irá além disso, mas isso não quer dizer que esses mesmos jogos não possam escalar ainda mais.

   

Publicado por Alexandre Guerra às 17:23
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Domingo, 3 de Fevereiro de 2013

Uma viagem ao Irão dos ayatollahs

 

Diplomata convida o leitor a clicar na imagem (abaixo) para ter acesso a um trabalho multimédia espectacular do Council of Foreign Relations sobre o Irão dos ayatollahs.

 

Crisis Guide: Iran
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Publicado por Alexandre Guerra às 20:59
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Sábado, 2 de Fevereiro de 2013

Mariano Rajoy nega financiamentos ilegais, mas a hipótese de demissão é bem real

 

Mariano Rajoy, primeiro-ministro espanhol, está em grandes apuros e apesar de já ter negado qualquer tipo de comportamento ilícito, as consequências políticas podem mesmo levar à sua demissão.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 20:28
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Da autoria de Alexandre Guerra, o blogue O Diplomata foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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