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O Diplomata

Opinião e Análise de Assuntos Políticos e Relações Internacionais

O Diplomata

Opinião e Análise de Assuntos Políticos e Relações Internacionais

Contra as previsões dos economistas

Alexandre Guerra, 07.12.12

 

Dos Estados Unidos chegam notícias interessantes. Soube-se esta Sexta-feira que em Novembro a economia americana criou 146 mil novos postos de trabalho, muito acima daquilo que os economistas (cada vez mais falíveis) tinham previsto. O desemprego está agora nos 7,7 por cento, o mais baixo valor em quatro anos.

 

Portugal fez bem

Alexandre Guerra, 06.12.12

 

Portugal fez bem em votar favoravelmente, na Assembleia Geral das Nações Unidas, a elevação do estatuto da Palestina para “Estado observador não membro” daquela organização. Portugal foi assim um dos 138 países que subscreveram aquela proposta. Apenas nove votaram contra. Registaram-se 41 abstenções.

 

A diplomacia portuguesa, em nome da coerência com a linha que tem adoptado ao longo dos anos, na defesa de uma solução para o Médio Oriente assente no princípio dos “dois Estados”, não tinha outro caminho a tomar. Mesmo que isso implicasse (como implicou) um desalinhamento total com a posição de Washington, um aliado natural de Portugal, com o qual tem havido uma harmonia intocável em matéria de política externa.

 

A preocupação de preservar essa harmonia ficou aliás bem patente em Outubro do ano passado, quando os membros da Assembleia Geral foram chamados a votar a admissão da Palestina na UNESCO. Na altura, Portugal absteve-se, mas sem apresentar argumentos que sustentassem a sua decisão.

 

A interpretação do Diplomata é simples: Portugal encontrava-se numa encruzilhada. Se, por um lado, queria evitar desalinhar-se com Washington, por outro, Lisboa acreditava (e acredita) genuinamente na Palestina enquanto Estado independente, como parte da solução para o Médio Oriente.

 

E foi perante esta encruzilhada que Portugal acabou por abster-se no ano passado, ficando numa espécie de “meio caminho”, tentando não contrariar frontalmente Washington e ao mesmo tempo não trair totalmente a sua visão da política externa em relação à Palestina.

 

A investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI-UNL), Ana Santos Pinto, num pertinente artigo do jornal Público, chamava a atenção precisamente para a evolução da posição de Portugal em apenas um ano. E analisa ainda a importância do recente voto português na Assembleia Geral quando enquadrado nas relações político-diplomáticas com os Estados Unidos, já que desta vez se assistiu a uma bipolarização entre Lisboa e Washington.  

 

Nat King Cole e John F. Kennedy

Alexandre Guerra, 02.12.12

JFK shakes hands with Nat King Cole Greeting Cards

 

 


John F. Kennedy com Nat King Cole
















Quem gosta de música certamente conhecerá Nat King Cole pela sua voz inconfundível na interpretação de standards que perduraram no tempo. Mas hoje, quase cinco décadas após a sua morte prematura, o Diplomata gostaria de recordar a sua actividade cívica e política, que é aliás lembrada no álbum The World of Nat King Cole, uma excelente compilação lançada em 2005 por ocasião do 40º aniversário da morte daquele artista, trazendo uma fotografia (em cima) de Nat com John F. Kennedy e um telegrama (em baixo) deste em resposta ao cantor.

 

No telegrama, datado de 11 de Março de 1960, Kennedy, então ainda como senador e candidato nas primárias do Partido Democrata, começa por agradecer a Nat King Cole pelo seu apoio, manifestando esperança de que o cantor pudesse estar presente num dos estados onde a campanha se iria desenrolar.  

 

Cole acabaria por marcar presença na Convenção Nacional Democrata realizada em Julho daquele ano na cidade de Los Angeles, onde Kennedy viria a aceitar a nomeação como candidato democrata à presidência dos Estados Unidos e a proferir o famoso discurso da “Nova Fronteira”.

 

Nat King Cole foi também um dos convidados que esteve na Gala de Inauguração na noite de 19 de Janeiro de 1961 do recém eleito Presidente.

 

Nat King Cole, natural do Alabama, foi um empenhando defensor dos direitos civis e a quem Kennedy recorria regularmente para falar sobre estas

temáticas.

 

Telegrama de John F. Kennedy para Nat King Cole/11 de Março de 1960
The Christmas Song (Chestnuts Roasting On An Open Fire)

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