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O Diplomata

Opinião e Análise de Assuntos Políticos e Relações Internacionais

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Al-Shabab perdeu uma cidade importante, mas ainda controla quase toda a Somália

Alexandre Guerra, 02.06.12

 

Fonte: BBC World News

 

Forças da União Africana (UA) com a ajuda de soldados governamentais capturaram a cidade somali de Afmadow, até então nas mãos dos radicais islamistas do al-Shabab, uma espécie de filial da al-Qaeda na Somália.

 

Afmadow é a segunda maior cidade do Sul daquele país, sendo Kismayo a maior, mas esta ainda se encontra sob o controlo dos homens da al-Shabab. Estes abandonaram a cidade antes da chegada das tropas quenianas da UA. 

 

O porta-voz das forças quenianas da UA informou que o próximo alvo estratégico a ser recuperado aos islamistas será o porto de Kismayo, que fica na estrada que liga Afmadow àquela cidade. Também o Governo somali acredita que Kismayo será em breve recuperada à al-Shabab.

 

Apesar do mais recente feito militar das forças da UA e das intenções do Governo somali, uma grande pare do território da Somália continua controlado pelos radicais da al-Shabab. 

 

Lenny Kravitz inspirado por Obama, mas revoltado com a América racista

Alexandre Guerra, 01.06.12

 

 

Lenny Kravitz, músico talentoso e multi-instrumentista, dotado de um "feeling" que combina o Soul, o R&B e o Rock como poucos o conseguem fazer, contava ao USA Today, em Setembro do ano passado, que se revoltou quando viu um documentário no qual algumas pessoas não aceitavam a eleição do Presidente Barack Obama, por causa da sua cor de pele, e que queriam o seu País de volta, fosse de que maneira fosse.

 

Kravitz sempre soube que havia racismo nos Estados Unidos, no entanto, diz que a forma como aquelas pessoas se expressaram no documentário, de forma crua e dura, afectou-o de tal forma que o inspirou para o álbum Black and White, lançado no Verão de 2011.

 

Como o próprio refere, este seu último álbum, que surgiu de um momento de inspiração, é uma afirmação cultural e política contra aquela América racista e discriminatória que está bem viva.

 

Neste trabalho, Kravitz faz referência aos seus pais que, no início dos anos 60, eram um casal defensor da multi-racialidade. Martin Luther King é igualmente referenciado como um símbolo de integração e de luta pelos direitos humanos.

 

Kravitz deixa bem claro o seu entusiasmo com Barack Obama, não tanto pela questão política, mas pela sensibilidade que o residente da Casa Branca veio demonstrar.  Já em 2008 tinha dito sobre Obama: "It was a great validation, to hear someone who had perspective on both sides. Because I knew what he was talking about. Race in this country is still the elephant in the room that no one wants to discuss."

 

Seguramente, esta noite será um Lenny Kravitz mais político e interventivo que subirá ao Palco Mundo (neste que é o segundo fim-de-semana do Rock in Rio Lisboa 2012), já que longe vão os tempos do Let Love Rule (1989).

 

Texto publicado originalmente no Forte Apache


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