Sudaneses do Sul preparam-se para a festa da independência
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Opinião e Análise de Assuntos Políticos e Relações Internacionais
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O artigo Europe lashes out over downgrades e o editorial Debt crisis of faith dão a perspectiva do Financial Times sobre o recente corte do raking da República Portuguesa pela agência de notação financeira, Moody's.
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O “bikini”, essa grande invenção da Humanidade, foi apresentado pelo designer francês, Louis Reard, precisamente a 5 de Julho de 1946, perante os olhares de espanto quando Micheline Bernadini, uma rapariga parisiense, surgiu numa piscina em Paris, ostentando apenas duas peças de indumentária sobre o seu corpo.
Por esta altura, já estará o leitor a questionar-se a que propósito se fala de “bikinis” aqui neste espaço. O Diplomata admite tratar-se de uma história já em registo de silly season, mas vem agora a parte mais séria.
Sem qualquer ideia para o nome que atribuiria a tamanha criação, Reard baptizou espontaneamente aquela invenção de “bikini”, inspirando-se nas notícias da altura sobre o Atol Bikini, um pequeno pedaço de território no meio do Pacífico que faz parte das Ilhas Marshall.
E perguntará a leitor a que propósito o Atol Bikini teria honras mediáticas? A resposta é simples.
Numa altura em que a Guerra Fria começava a “aquecer”, os Estados Unidos iniciaram em 1946 uma série de testes nucleares em Bikini, começando com a Operation Crossroads, duas explosões conduzidas na atmosfera a baixa altitude, sendo a primeira realizada a 1 de Julho daquele ano, poucos dias antes da apresentação do "bikini" de Reard.
Os testes prolongar-se-iam até 1958, perfazendo um total de 23, sendo que em 1954 os Estados Unidos levariam a cabo a operação Castle Bravo, a primeira detonação de uma bomba termonuclear, na altura a mais potente de sempre com 15 megatoneladas.
O Atol Bikini foi classificado em Agosto do ano passado Património Mundial, tendo a UNESCO destacado, além das suas belezas naturais, a importância que os seus locais de testes nucleares tiveram na formação de uma consciência colectiva do drama daquela tecnologia na segunda metade do século XX.
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Andam os portugueses e o resto da Europa de tal forma distraídos com os "problemas" das dívidas soberanas, dos défices e dos mercados financeiros, que parecem esquecer o que se passa no resto do globo. A BBC News abre a janela para outras realidades do mundo e que fazem pensar. Um verdadeiro drama humano que, certamente, alterará por completo a perspectiva que se tem da "crise" de Portugal e da Europa.
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A julgar por alguns acontecimentos nos últimos tempos, o Diplomata diria que o mundo está a assistir a uma espécie de "invasão" feminina na alta esfera da política internacional. Talvez um sinal de que novos tempos virão, nos quais a arena das relações internacionais terá um toque mais feminino.
Ontem, foi a vez dos tailandeses elegerem pela primeira vez uma mulher para ocupar a chefia do Governo. De forma surpreendente, Yingluck Shinawatra venceu com uma clara maioria, tendo inegavelmente beneficiado da notoriedade do seu irmão, Thaksin Shinawatra, deposto por um golpe de Estado em 2006 e actualmente no exílio no Dubai. Thaksin já deixou bem claro que não irá interferir na governação da sua irmã.
Num país onde os militares têm uma forte influência, é muito revelador o facto daquela instituição já ter vindo dizer que aceita os resultados eleitorais, apesar de Yingluck não ter qualquer experiência política. Com 44 anos, a nova primeira-ministra da Tailândia fez carreira no mundo dos negócios e lidera o partido Pheu Thai.
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Como já aqui foi referido por diversas ocasiões, existe uma relação íntima entre a política e as diferentes formas de expressão artística, sejam elas o cinema, a música, a literatura ou outras.
Os artistas, numa lógica mais intervencionista na sociedade, empenham-se em transmitir uma determinada mensagem política, social ou económica. A música tem sido um dos principais veículos para esse efeito, com cantores e bandas a produzirem, por vezes, obras de arte que são ao mesmo tempo autênticos manifestos.
Há uns dias, o Diplomata recuperava da prateleira um desses raros casos, uma verdadeira homenagem à música, mas também uma prolífica declaração de ideias.
Lançado em 1997, o intenso álbum "Ok Computer" dos britânicos Radiohead, liderados pelo carismático Thom Yorke, foi uma afirmação musical, mas também uma crítica aos valores do paradigma político e social vigente na altura, sobretudo nos países ocidentais.
O consumismo, a apatia das massas, a ausência de espírito crítico, a globalização, o capitalismo selvagem, são algumas das temáticas abordadas no álbum, que ainda hoje permanecem actuais.
A “Fitter Happier”, inspirada nos escritos de Noam Chomsky (autor que aliás serviu de referência para Yorke), a espectacular “No Surprises”, sobre a desilusão perante o vazio da sociedade e da política, ou "Let Down", que fala sobre a sensação de alheamento em relação às pessoas, são algumas das músicas que compõem "Ok Computer".
Numa altura em que a Inglaterra iniciava a sua caminhada na Terceira Via do New Labour de Tony Blair, Thom Yorke mostrava-se aliviado após duas décadas de conservadorismo político, que o influenciaram na criação do álbum. No entanto, Yorke não se mostrava muito confiante que o “New Labour” pudesse trazer para a sociedade os valores que apregoava. Algo que iria confirmar anos depois, demonstrando alguma frustração ao reinado de Blair.
Uma das ironias interessantes é o facto do actual primeiro-ministro britânico conservador, David Cameron, ser um admirador do trabalho dos Radiohead. A este propósito, o Diplomata sugere a leitura de uma entrevista dada por Yorke ao The Comment Factory, em Fevereiro do ano passado, na qual o vocalista dos Radiohead fala sobre a sua relação com a política e políticos.
"Ok Computer" é hoje uma referência dos anos 90 e um marco na história da música. Dizem os críticos que é um dos melhores álbuns jamais feitos, e talvez não seja exagero em falar-se num “antes” e num “depois” de "Ok Computer".
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