Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Para comemorar o seu 60º Aniversário, NATO debate com jovens o seu futuro

 

No dia que antecedeu a Cimeira da Nato em Estrasburgo/Kehl que está a assinalar o 60º Aniversário, o seu secretário-geral, Jaap de Hoop Scheffer, promoveu ontem um debate com jovens de 60 países para discutir o futuro daquela organização.

 

Sob o tema "NATO em 2020: Que desafios lhe esperam", esta iniciativa foi organizada pela divisão de Public Diplomacy da Aliança e é um bom exemplo dos esforços, por vezes pouco reconhecidos, que a organização tem encetado nos últimos anos, nomeadamente após o final da Guerra Fria, para se adaptar ao novo sistema internacional.

 

O debate com os jovens contou também com o apoio do Gabinete Franco-Alemão para a Juventude, da Radio France 3 e da reputada Ecole National d'Administration (ENA). Esta junção de esforços representa bem o espírito de abertura à sociedade civil que reina na NATO, de modo a que aquela possa igualmente contribuir com ideias para o futuro da Aliança.

 

O próprio programa do encontro é exemplo da sua multidisciplinaridade, encontrando-se nomes como o filósofo e escritor Bernard-Henri Lévy, o jornalista Ahmed Rashid ou o antigo campeão de ralis Ari Vatanen e actual membro da comissão dos Negócios Estrangeiros do Parlamento Europeu. 

 

Ao contrário do que muitas vezes os seus detractores afirmam, a NATO tem sido das organizações internacionais que melhor têm acompanhado a evolução das relações internacionais. A isto junta-se claramente a sua componente operacional, sem paralelo em mais nenhuma organização.

 

A título de exemplo, sublinhe-se que a NATO pode accionar a sua Força de Resposta Rápida (NRF) de 25 mil homens em cinco dias após a notificação para qualquer cenário de confilto ou de crise, como aliás o fez pela primeira vez no auxílio às vítimas do terramoto do Paquistão em 2005.

 

Na altura, houve alguma surpresa pelo facto da NATO estar a enviar para um cenário de catástrofe humanitária uma força militar. No entanto, quem estivesse mais atento perceberia que isso era algo natural, já que era NRF é o resultado da transformação dos conceitos estratégicos da NATO nos últimos anos e da sua adaptação aos novos desafios. 

 

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Publicado por Alexandre Guerra às 00:33
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Da autoria de Alexandre Guerra, o blogue O Diplomata foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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