Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2017

2017, o ano do renascimento do Czar Putin

 

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A eleição de Donald Trump veio colocar Vladimir Putin numa posição de enorme relevância no sistema internacional, talvez como nunca tenha tido antes, porque, pela primeira vez, tem em Washington um interlocutor que lhe parece reconhecer o seu poder czarista e autoritário sem qualquer constrangimento ou julgamento moral. Mais, Trump parece estar disposto a aceitar e a respeitar as regras do jogo definidas por Putin, naquilo que poderá ser um paradigma com algumas semelhanças ao sistema de Guerra Fria em matéria de delimitação de zonas de influência. Perante isto, e à luz daquilo que se tem vindo a saber, é muito provável que Putin venha novamente a estar num plano de igualdade com o seu homólogo norte-americano. Trump parece querer conceder-lhe esse privilégio, já que não o deverá fazer a mais nenhum chefe de Estado. Além disso, do que se vai percebendo, Trump acreditará que o mundo pode ser gerido novamente pelas duas potências, numa divisão de influências, onde a China e outros Estados emergentes não lhe merecem grande atenção (quantas vezes ouvimos Trump falar do Brasil, da Índia ou até mesmo do Reino Unido ou da Alemanha???). Hoje, mais do que nunca, é importante perceber quem é Putin, como pensa e como age.

Acompanho com atenção o percurso de Vladimir Putin ainda antes de ter sido eleito Presidente da Rússia pela primeira vez em 2000. Quando a 9 de Agosto de 1999 o então já falecido Presidente Boris Yeltsin demitia o seu Governo e apresentava ao mundo uma nova figura na vida política russa, poucos eram aqueles que conheciam Vladimir Putin. Aos 46 anos, Putin, ligado ao círculo de São Petersburgo, e antigo oficial do KGB (serviços secretos), assumia a chefia do novo Executivo, com a motivação manifestada por Yeltsin de que gostaria de vê-lo como seu sucessor nas eleições presidenciais de 2000. Segundo alguns registos, Putin nunca terá tido a intenção de seguir uma carreira política, no entanto, teve sempre um alto sentido de servidão ao Estado, como aliás fica bem evidente na recente biografia de Steven Lee Myers, "O Novo Cazar" (2015, Edições 70). Na altura, terá confessado que jamais tinha pensado no Kremlin, mas outros valores se erguiam: “We are military men, and we will implement the decision that has been made”, disse Putin. Muitos viram na decisão de Yeltsin o corolário de uma carreira recheada de erros e que conduzira o país a um estado de sítio. A ascensão de Putin era vista como mais um erro. Citado pelo The Moscow Times, Boris Nemtsov, na altura um dos líderes do bloco dos "jovens reformistas" na Duma e que viria a ser assassinado em Fevereiro de 2015, disse que Putin causou uma fraca impressão na primeira intervenção naquela câmara. "Não era carismático. Era fraco." Também ao mesmo jornal, Nikolai Petrov, do Carnegie Moscow Center, relembrava que Putin deixou uma "patética imagem", sendo um desconhecido dos grandes círculos políticos, e que demonstrava ter pouco à vontade com aparições públicas, chegando mesmo a ter alguns comportamentos provincianos.

Apesar disso, a Duma acabaria por aprovar a sua nomeação para a liderança do Governo, embora por uma margem mínima. É preciso não esquecer que Putin reunia apoio nalguns sectores, nomeadamente naqueles ligados aos serviços de segurança, que o viam como um homem inteligente e com grandes qualidades pessoais. E, efectivamente, após ter assumido os desígnios do Governo, Putin começou de imediato a colmatar algumas das suas falhas, nomeadamente ao nível de comunicação, e a desenvolver capacidades que se viriam a revelar fundamentais na sua vida política. É o próprio Nemtsov que reconheceu o facto de Putin se ter tornado mais agressivo e carismático, dando às pessoas a imagem do governante que os russos prezam. Características que se encaixaram na perfeição ao estilo musculado necessário para responder às explosões que ocorreram em blocos de apartamentos de três cidades russas, incluindo Moscovo, em Setembro de 1999, vitimando sensivelmente 300 pessoas, colocando o tema da segurança no topo da agenda da vida política russa, para nunca mais sair de lá. Em Outubro desse ano, como resposta, Putin dava ordem para o envio de tropas para a Chechénia.

Nas eleições presidenciais de 2000, Putin obteve 53 por cento dos votos, contrastando com os 71 por cento conquistados quatro anos mais tarde. Por motivos de imposição constitucional que o impedia de concorrer a um terceiro mandato presidencial, Putin teve que fazer uma passagem pela chefia do Gvoerno entre 2008 e 2012, mas era claro que nunca teve verdadeiras intenções de deixar os desígnios da nação nas mãos do novo ocupante do Kremlin. Conhecendo-se um pouco da história política russa e da sua liderança, facilmente se chegaria à conclusão de que Putin era o homem por detrás do poder, enquanto o novo Presidente em exercício, Dimitri Medvedev, seria apenas um "fantoche". Medvedev compreendeu bem o seu papel nesta lógica de coabitação, remetendo-se praticamente a uma mera representação institucional, sem ousar discutir com Putin a liderança da política russa. Como na altura se constatou, a forma seria apenas um pormenor porque o que estava em causa era a substância da decisão. Ouvido pela rádio Ekho Moskvy, na altura, o analista russo Gleb Pavlovsky ia directo à questão central: "We can forget our favourite cliche that the president is tsar in Russia." E neste caso o Czar é Vladimir Putin que tanto o poderia ser na presidência, na chefia do Governo ou noutro cargo qualquer, desde que fizesse as devidas alterações constitucionais e que continuasse acompanhado dos seus "siloviki".

Aparentemente, Putin tem em Washington um parceiro que não o recriminará e que respeitará a sua liderança, desde que o Presidente russo não mexa com os interesses norte-americanos que, diga-se, nem será assim um exercício tão difícil de aplicar. Actualmente, Moscovo joga algumas das suas prioridades geoestratégicas e geopolíticas em tabuleiros que Trump já deu a entender não estar interessado. Agora, é ver a partir de dia 20 de Janeiro como o Czar Putin e o populista Trump se vão entender.

 

Publicado originalmente no Delito de Opinião.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 17:01
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Quarta-feira, 19 de Outubro de 2016

O reforço de poder

 

Não há dúvida alguma que Vladimir Putin tem reforçado o seu poder interno, como as recentes eleições parlamentares o confirmaram. Mas não é só nas urnas que isso acontece, já que o Presidente russo parece estar a criar uma rede de segurança e de interesses à sua volta, que parece assemelhar-se à lógica que norteava os líderes dos tempos comunistas. Politicamente, tem enfatizado uma retórica anti-Europa e anti-ocidental, ao mesmo tempo que vai intensificando a presença da Rússia nalgumas zonas do globo, como na Europa Oriental (Ucrânia), no Médio Oriente (via Síria) ou no Cáucaso. Por exemplo, o parlamento da Arménia ratificou há dias um acordo com a Rússia para se criar um sistema de defesa anti-míssil para a zona do Cáucaso. Já noutra zona do globo, recentemente vieram notícias a dar conta de que Moscovo pretende reactivar bases militares dos tempos da Guerra Fria em Cuba e no Vietname.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 20:27
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Quarta-feira, 27 de Julho de 2016

Da Rússia, Hillary pode esperar tudo menos amor

 

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Até que ponto Vladimir Putin detestará Hillary Clinton? É díficil dar uma resposta com total objectividade, mas existem alguns indícios de que, efectivamente, o Presidente russo não "morrerá de amores" pela candidata presidencial democrata. Será uma animosidade política e até pessoal que já vem de longe, mas que se terá intensificado nos últimos meses de campanha, com as palavras cada vez mais duras que Clinton foi dirigindo a Putin. Ao mesmo tempo, o Kremlin foi ouvindo da boca de Donald Trump autênticas odes às virtudes do líder russo.

 

Quando na passada Sexta-feira, em vésperas da Convenção Nacional do Partido Democrata, foram divulgados e-mails comprometedores para a campanha de Hillary Clinton, que terão sido enviados a cerca de 20 mil militantes democratas, com o objectivo de denegrir Bernie Sanders,surgiram de imediato algumas teorias que metiam o Kremlin por detrás desta "fuga", já que esta informação iria prejudicar claramente Hillary. Algumas fontes ouvidas pela NBC, entre especialistas e antigos diplomatas, parecem ter poucas dúvidas quanto à antipatia que Putin nutre por Hillary. O antigo embaixador dos EUA em Moscovo, Michael McFaul, considera que aquela fuga de informação foi levada a cabo por hackers profissionais apoiados pelo Kremlin, uma tese corroborada por vários especialistas em ciber-segurança. 

 

Não seria a primeira vez que um Estado estaria por detrás de uma iniciativa deste género com o objectivo de atingir o inimigo, seja ele qual for. Neste momento, o Kremlin já parece ter feito a sua escolha no que diz respeito aos dois candidatos presidenciais nos EUA: Donald Trump. Não seria por isso de estranhar que o Kremlin tivesse patrocinado esta fuga de informação, até porque às vezes são os pequenos sinais que ajudam a comprovar a existência de uma estratégia concertada. Ainda esta manhã, por coincidência ou não, na RT, canal em inglês de alcance internacional financiado pelo Governo russo, passava uma reportagem bastante crítica sobre a fortuna dos Clinton, partindo da análise ao filme propagandístico Clinton Cash, que acabou de estrear e é simplesmente arrasador para Hillary.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 11:52
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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2015

Putin, o mediador

 

Há uns dias, o Diplomata escrevia isto e hoje o Público noticia que "com tropas no terreno, qualquer solução [para a questão síria] tem agora que passar por ele [Putin]".

 

Publicado por Alexandre Guerra às 11:15
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Sábado, 19 de Setembro de 2015

Crise dos refugiados? O melhor é Bruxelas começar a ligar para o Kremlin

 

Enquanto os líderes europeus estão sem qualquer estratégia comum para fazer face à crise dos migrantes/refugiados, deixando transparecer um lamentável espectáculo de vazio político para o resto do mundo, optando por uma táctica de "cada um por si", Moscovo percebeu há bastante tempo que qualquer solução para este assunto terá sempre que passar por Damasco e não por Berlim, Budapeste, Roma, Atenas ou Zagreb. O que estas chancelarias europeias estão neste momento a fazer é a colocar "pensos rápidos" numa ferida profunda a céu aberto.

 

O líder russo Vladimir Putin tem aproveitado a distracção europeia para ir reforçando a sua presença política e militar na Síria, tornando-se num actor incontornável em qualquer futuro processo negocial entre a União Europeia e o regime de Damasco. Aliás, nos últimos dias, Moscovo tem surgido como o interlocutor privilegiado do Departamento de Defesa norte-americano, tendo Washington já percebido que, mais uma vez, não pode contar com a União Europeia para qualquer acção concertada mais afirmativa. O melhor mesmo é a Casa Branca ligar directamente para o Kremlin. 

 

Publicado por Alexandre Guerra às 12:51
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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014

O que dirá Putin amanhã?

 

Foram precisos alguns meses, mas as consequências do "cerco" económico e financeiro que a União Europeia e os Estados Unidos estão a fazer à Rússia sentem-se, finalmente, de forma estrondosa. Sobre o Presidente Vladimir Putin abate-se uma autêntica tempestade perfeita, que conjuga não apenas a fuga de capital estrangeiro e a desvalorização do rublo para níveis preocupantes, como também a queda acentuada do preço do petróleo, que obrigará o Kremlin a rever o orçamento para 2015, elaborado na premissa de que o barril de petróleo se situaria entre os 80 e 90 euros.

 

O discurso de Putin sobre o estado da Nação no passado dia 4 foi fraco e não trouxe quaisquer ideias para travar a espiral económica e financeira que o país atravessa. Entretanto, já passaram mais de duas semanas e os acontecimentos pioraram, o que vai obrigar Putin a reagir de forma veemente na mensagem a transmitir os cidadãos e aos agentes económicos. Por isso, é com expectativa que se aguarda o que vai dizer o Presidente na tradicional conferência de imprensa de Fim de Ano, agendada para esta Quinta-feira. 

 

Publicado por Alexandre Guerra às 16:47
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Terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Os alinhamentos geoestratégicos e geopolíticos do futuro

 

Putin com Alexei Miller (dir.) da Gazprom e Zhang Gaoli (esq.), ontem em Namsky Highway/Foto: (RIA Novosti / Alexey Nikolsky)

 

Poucos deram atenção, mas ontem ocorreu um facto revelador daquilo que poderão ser os alinhamentos geoestratégicos e geopolíticos dos próximos anos na Ásia, com base na interdependência complexa entre os Estados. O Presidente russo, Vladimir Putin, e o vice-primeiro-ministro chinês, Zhang Gaoli, estiveram presentes no início da construção do novo gasoduto que vai ligar os dois países.

 

As obras arrancaram na Sibéria e pela primeira vez a parte oriental da Rússia vai estar toda ligada por um gasoduto que chegará à China. O "Power of Siberia", nome pelo qual o gasoduto é conhecido, era uma obra há muito ambicionada pelos dois países. São 4000 quilómetros e trata-se do maior projecto do mundo deste género. O gasoduto deverá começar a funcionar em 2019 e será um elo forte nas relações entre Pequim e Moscovo. 

 

Por um lado, a China consegue uma fonte de energia segura e eficiente e, por outro, a Rússia garante a diversificação do seu mercado exportador, passando a depender menos da Europa. 

 

 

Publicado por Alexandre Guerra às 17:21
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Quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Uma entrevista desconcertante

 

Victor Yanukovych deu hoje uma entrevista à Associated Press e à NTV no mínimo desconcertante. Diz o ex-Presidente deposto da Ucrânia, e que se refugiou na Rússia com a cobertura do Kremlin, que "errou" ao pedir às forças russas para entrarem na Crimeia. Vai mais longe ao considerar a anexação daquele território na Rússia como uma "tragédia". E acrescenta ainda que se ele se tivesse mantido no poder em Kiev nada disto teria acontecido e a Crimeia continuaria a fazer parte da Ucrânia. Uma situação que, aliás, Yanukovych esperava ver reposta.

 

Ora, assim à primeira vista dir-se-ia que esta entrevista desafia a lógica de alinhamento político entre Yanukovych e o Presidente Vladimir Putin até aqui percepcionada pelos analistas.

 

Perante este novo quadro, tentam encontrar-se explicações racionais. Por exemplo, David Stern, correspondente da BBC News em Kiev, coloca as coisas do seguinte modo: Ou as declarações de Yanukovych são uma "estratégia engenhosa" para impulsionar a sua reputação junto dos seus conterrâneos, ou então, uma "asneirada de proporções gigantescas".

 

Publicado por Alexandre Guerra às 17:57
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Quarta-feira, 26 de Março de 2014

À semelhança de Pedro, também Putin sente que é "Imperador de toda a Rússia".

 

Pedro, o Grande (1672-1725), Czar e depois "Imperador de toda a Rússia"

 

Pedro I, mais conhecido como o "Grande" (1672-1725), czar da Rússia, foi um líder que levou modernidade àquele país e provocou uma autêntica revolução cultural e científica, muito influenciado pelos ventos da modernidade que sopravam da Europa Ocidental (São Petersburgo é exemplo disso). Mas nem por isso, Pedro deixou de ser um líder autoritário, que reforçou o absolutismo no estilo de governação, crente na supremacia do poder monárquico indivisível, ao ponto de se auto-denominar de "Imperador de toda a Rússia". Aquilo que formalmente Vladimir Putin não é, mas que na prática sente que é.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 11:18
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Quinta-feira, 20 de Março de 2014

Czares da Rússia, o primeiro e o actual

 

Retrato de Ivan III, conhecido como Ivan, o "Grande" (esq.) e o actual Presidente da Rússia, Vladimir Putin

 

Para entender e compreender o espírito dos líderes russos, ou seja, a forma de como estes vêem a Rússia num contexto hostil e projectam o poder para dominar aquilo que consideram ser o seu “espaço vital” ou a sua área natural de influência, é necessário recuar até aos primórdios da formação daquele Estado enquanto tal.

 

Quando na primeira metade do século XV Moscovo era ainda uma espécie de principado, o grão-príncipe Ivan III (1440-1505) foi o primeiro líder russo a adoptar uma política clara de agregação de vários territórios no sentido de unificar um Estado grande e poderoso. Influenciado pela tradição política mongol, e à semelhança do que iria acontecer com todos os governantes russos até aos dias de hoje, Ivan III impôs um estilo autocrático na prossecução dos seus objectivos.

 

Embora não fosse propriamente um líder sanguinário, nunca deixou de recorrer à violência sempre que não conseguia alcançar os seus objectivos pela via negocial. É através de uma lógica agressiva que vai conquistando alguns territórios para a Rússia que estavam sob o jugo mongol-tártaro.

 

Para aquele líder, Moscovo tinha que se assumir cada vez mais como um pólo imperial. E, para isso, era preciso tornar aquele principado num centro metropolitano da Igreja, ou seja, a “Terceira Roma”. O estilo autocrático dos poderes de Roma e de Constantinopla foram uma inspiração para Ivan, inspiração essa que se tornou uma marca no estilo de liderança russa.

 

Para Ivan III, Moscovo passava a ser o centro da Igreja Ortodoxa e esta assumia-se como um instrumento fundamental para a sua legitimação junto do povo e como correia de transmissão entre o poder e a sociedade feudal. Basta ver a forma como todos os líderes russos, incluindo Vladimir Putin, se relacionam com os patriarcas ortodoxos e percebe-se a proximidade entre a Igreja e o Estado.

 

Quando morreu, Ivan III deixou um Estado russo independente, centralizado e poderoso, tendo Moscovo como capital e um vasto território. Introduziu a cerimónia da coroação e foi o primeiro a denominar-se czar da Rússia. Hoje, e apesar da tal título ter desaparecido do léxico russo com a Revolução de 1917, os líderes russos continuam a personificar o espírito dessa figura autoritária, poderosa e quase semi-divina.  

 

Em muitos aspectos, poucas diferenças há entre Ivan III e Vladimir Putin. Na verdade, ao longo dos séculos, os traços de autoritarismo e, por vezes, de algum totalitarismo aliado a uma violência extrema, estiveram sempre presentes na forma de governar dos líderes russos. Putin não é mais do que um czar dos tempos modernos.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 18:23
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