Terça-feira, 28 de Novembro de 2017

O despacho...

 

"Houve alguém que disse que o combate é 99 por cento de tédio absoluto e 1 por cento de terror absoluto. Mas quem disse isso não estava na Polícia Militar no Iraque. Sempre que andava na estrada, eu ficava aterrorizado. Talvez não fosse terror absoluto. Isso é quando explode uma bomba. Mas era uma espécie de terror em segundo grau misturado com tédio. Portanto, é 50 por cento de tédio e 49 por cento de terror normal, que é a sensação de que podemos morrer a qualquer momento e que toda a gente daquele país quer matar-nos. E, claro, depois há 1 por cento de terror absoluto, quando o coração dispara, deixamos de ver, ficamos com as mãos brancas e o corpo todo a tinir. Não se consegue pensar. Somos animais que fazemos o que nos treinaram para fazermos. E, depois, voltamos ao terror normal e voltamos a ser humanos e voltamos a pensar."

 

Palavras do personagem primeiro-cabo Suba no livro "Desmobilizados" (Elsinore, 2015) de Phil Klay, o "melhor já escrito sobre o que a guerra faz à alma das pessoas", segundo o The New York Times Book Review.

 

tags:
Publicado por Alexandre Guerra às 15:40
link do post | comentar
partilhar
Segunda-feira, 14 de Novembro de 2016

Já está nas bancas

 

FullSizeR.jpg

 

tags:
Publicado por Alexandre Guerra às 15:44
link do post | comentar
partilhar
Quinta-feira, 10 de Novembro de 2016

O Diplomata convida...

 

Convite A Política e  o Homem Pós-Humano.jpg

 

 

tags:
Publicado por Alexandre Guerra às 19:18
link do post | comentar
partilhar
Segunda-feira, 6 de Julho de 2015

Luís Delgado, Bernardo Ferrão e Joana Amaral Dias, hoje, n'O Bom, o Mau e o Vilão

 

convite_insondáveis-sondagens_lisboa.jpg

 

tags:
Publicado por Alexandre Guerra às 12:35
link do post | comentar
partilhar
Terça-feira, 30 de Junho de 2015

Lançamento do livro "Insondáveis Sondagens"

 

Convite.JPG

 

tags:
Publicado por Alexandre Guerra às 15:03
link do post | comentar
partilhar
Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2015

Um livro obrigatório na comunicação política

 

transferir.jpg

 

David Axelrod, um dos homens de maior confiança de Barack Obama e um dos principais responsáveis pelo seu sucesso eleitoral em 2008, está prestes a publicar um livro sobre a sua experiência profissional enquanto consultor de comunicação na área da política, onde fez mais de 150 campanhas. Um livro obrigatório para quem trabalha e gosta de comunicação política.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 17:40
link do post | comentar
partilhar
Sábado, 28 de Maio de 2011

A história de um livro que marcou a História

 

 

 

O livro “Mein Kampf – História de um livro”, editado recentemente pelas Publicações Europa-América e da autoria do jornalista e realizador de documentários, Antoine Vitkine, começa com uma informação que talvez poucos saibam: O líder nazi, Adolf Hitler, registava a sua profissão como “escritor” nos formulários dos impostos dirigidos à administração fiscal alemã.

 

Embora não se possa dizer que Hitler tenha sido um homem de literatura, ironicamente foi o autor de um dos livros mais conhecidos e vendidos de sempre.

 

A sua história (do “Mein Kampf”) começa em 1923 com a condenação de Hitler por tentativa de um golpe de Estado que o levou a passar alguns meses no forte de Landsberg.

 

O importante neste livro agora lançado pela Europa-América é proporcionar ao leitor toda a história de “Mein Kampf”, “repleta de zonas sombrias” e que são agora reveladas. Vitkine pretende também dar novas perspectivas sobre alguns aspectos do livro e que têm sido pouco referidos, tais como os contornos específicos em que foi escrito numa “cela modesta”, as suas implicações doutrinárias e políticas ou, por exemplo, a aceitação daquela obra no pós-45.

 

“Ainda antes da subida do seu autor ao poder, em 1933, ‘Mein Kampf’ foi adquirido por milhares de pessoas”, o que demonstra que o livro viveu por si próprio, não tendo o seu sucesso inicial se ficado a dever à notoriedade (inexistente) de Hitler.

 

Durante o III Reich foram impressos 12 milhões de exemplares do “Mein Kampf” e ainda hoje continua a ser um sucesso de vendas em muitos países. Segundo alguns dados disponibilizados no livro de Vitkine, só na versão inglesa são vendidos cerca de 20 mil exemplares por ano. Em França, apesar das restrições legais, a obra é igualmente distribuída por um editor, sempre no estrito cumprimento da lei. Na Turquia, por exemplo, o “Mein Kampf” chegou a vender 80 mil exemplares por ano, colocando-o no topo dos livros mais vendidos. Também em países como a Índia, a Rússia, o Egipto ou o Líbano se verifica uma procura substancial daquela obra.

 

Como refere Vitkine, “pode parecer inaceitável, mas é a mais pura das verdades: 80 anos após a sua escrita, passadas décadas da descoberta dos campos de concentração nazis, ‘Mein Kampf’ continua ainda a ter voz”.

 

Apenas uma curiosidade, o "Mein Kampf" chegou a ser impresso em braile.

 

Fica aqui mais uma sugestão do Diplomata, nesta nova rubrica de divulgação e de análise de livros lançados no mercado português que, de forma mais ou directa, possam estar relacionados com as temáticas abordadas neste espaço.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 17:55
link do post | comentar | ver comentários (1)
partilhar
Quinta-feira, 12 de Maio de 2011

Loureiro dos Santos actualiza "apontamentos para militares" sobre a História da Guerra

 

 

O Diplomata inicia com este texto uma nova rubrica de divulgação e de análise de livros lançados no mercado português que, de forma mais ou directa, possam estar relacionados com as temáticas abordadas neste espaço.

 

E, nesse sentido, as Publicações Europa-América, reputada e prestigiada editora, aceitaram o desafio lançado pelo Diplomata, tendo já feito chegar três novidades editoriais que serão aqui referidas durante os próximos dias.

 

O autor destas linhas informa ainda que a editora Caminho também já se disponibilizou para contribuir com novas obras que possam interessar aos leitores do Diplomata.

 

O primeiro livro aqui apresentado é da autoria do general Loureiro dos Santos e foi lançado pelas Publicações Europa-América, em Dezembro, com o apoio do Instituto de Estudos Superiores Militares (IESM).

 

Loureiro dos Santos, que já tem uma longa obra publicada, com destaque para as suas Reflexões Sobre Estratégia da Europa-América, voltou a publicar recentemente por aquela editora, a “História Concisa de Como Se Faz a Guerra”, uma reedição actualizada dos “Apontamento de História para Militares”.

 

Este livro tinha sido publicado em 1979 e reunia as aulas dadas por Loureiro dos Santos de 1976 a 1978 no então Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM) do Exército.

 

Como o próprio autor escreve, “o tempo passou” e “trinta e um anos depois de sair a sua primeira edição (…) teve lugar uma autêntica revolução na forma de fazer a guerra”.

 

O livro agora publicado contém muito do material incluído na obra de 1979, visto “muitas das características da guerra actual já se verificarem no último período descrito”, no entanto, “surgiram aspectos novos, alguns dos quais verdadeiramente imprevisíveis naquela época”. O leitor vai poder assim encontrar uma capítulo totalmente novo dedicado à “era da informação”.

 

O antigo ministro da Defesa dos IV e V governos constitucionais e ex-Chefe do Estado Maior do Exército é um dos mais conceituados investigadores portugueses no âmbito da polemologia (estudo da guerra).

 

A “História Concisa de Como Se Faz a Guerra” é, assim, um excelente manual para estudantes, já que o livro original tinha sido escrito propositadamente para militares e para o apoio às suas aulas e estudo.

 

É igualmente uma excelente resposta para quem procura um enquadramento histórico e doutrinário sobre o fenómeno da guerra. Não é uma obra densa, mas é esclarecedora ao abordar os vários períodos da “história da guerra”, começando por relacionar o indivíduo e o ambiente e acabando na análise aos mais recentes conflitos.

 

Mas, um dos aspectos mais interessantes deste livro é proporcionar ao leitor uma narrativa coerente sobre o impacto da guerra nas diferentes sociedades ao longo da História da Humanidade.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 00:02
link do post | comentar
partilhar
Domingo, 12 de Dezembro de 2010

Livro distinguido pela UE relembra a pesada herança da ocupação soviética dos bálticos

 

Museu da Ocupação, Talin, Estónia

 

O Prémio Livro Europeu do Ano, uma iniciativa da União Europeia, foi anunciado há dias, distinguindo o italiano Roberto Saviano, na categoria de não ficção, com “A Beleza e o Inferno”, e a escritora finlandesa Sofi Oksanen na ficção, com o romance “Purge”.

 

A referência a este prémio pelo Diplomata não vem tanto a propósito de Roberto Saviano, merecidamente reconhecido e de quem muito se tem falado nos últimos tempos, mas do livro de Oksanen, que foi originalmente publicado no seu país em 2008, tendo vencido os três prémios literários mais importantes da Finlândia.

 

A escritora finlandesa, que tem apenas 32 anos, é filha de mãe estónia, o que terá sido determinante na escolha da temática do livro, um relato da violência a que foram sujeitas as mulheres da Estónia durante a ocupação soviética.

 

Como a própria escritora referiu, este seu livro assume particular importância no contexto histórico da Estónia porque, “durante muito tempo, tudo isso permaneceu no domínio da tradição oral. Depois de 1991, novas palavras apareceram em estónio, como ocupação, resistência”.

 

Esta realidade trouxe à memória do Diplomata uma viagem que fez aos países bálticos há pouco mais de dois anos, na qual se apercebeu da relação histórica que os estónios tiveram com os dois regimes totalitários que ocuparam aquele território, o nazi e o soviético.

 

Como já aqui o Diplomata tinha escrito, “no Verão de 1991 os países bálticos (Letónia, Estónia e Lituânia) obtiveram a sua independência, após a terem perdido durante a II Guerra Mundial, resultado da assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop, que abriu caminho ao regime nazi para invadir a Polónia e à União Soviética e impor um modelo de ‘esferas de influência’ na Letónia, Estónia e Lituânia".

 

Como também aqui referido, “este acabou por ser o momento mais dramático na história destes países nas últimas sete décadas, e que marcou indelevelmente a sua evolução enquanto nação e actor nas relações internacionais. Assim, não se estranha que a adesão à NATO, em Março de 2004, tenha sido vista como a verdadeira ‘libertação’ e europeização, e não tanto a entrada na União Europeia em Maio do mesmo ano”.

 

Entrando um pouco mais no tema directamente relacionado com o romance de Oksanen, é importante relembrar que “apesar dos três países bálticos terem também sido invadidos pelos alemães em 1941, tendo estes aliás aparecido em determinados círculos como ‘libertadores’ dos opressores soviéticos, é a herança do regime estalinista que hoje em dia é mais presente naqueles Estados, seja através de alguns comportamentos do quotidiano, seja na abordagem que museus (os da Ocupação em Riga e Talin) e livros de história têm aos acontecimentos.

 

A presença dos soldados soviéticos durante a II Guerra Mundial nos territórios bálticos e a posterior influência de Moscovo através das estruturas do Partido Comunista deixou uma marca sangrenta e dramática na história social daqueles povos, tornando a invasão nazi  (igualmente brutal) uma ‘nota de rodapé’”.

 

Depois de ter visitado vários locais nos bálticos, incluindo alguns muses dedicados à ocupação, e lido alguma bibliografia, o Diplomata pode tentar enquadrar esta questão com dois factores: “O primeiro está relacionado com o facto dos três países bálticos terem, de modo mais ou menos formal, alinhado com os soldados alemães em 1941 nos combates contra a União Soviética e isso ter originado um processo de esbatimento histórico sobre a questão; o segundo factor está obviamente associado à influência que Moscovo teve, já que se prolongou durante décadas, o que não aconteceu com o regime nazi.”

 

Publicado por Alexandre Guerra às 18:25
link do post | comentar
partilhar
Domingo, 7 de Junho de 2009

Um Certo Oriente, o prefácio

 

 

 

No seguimento da apresentação do livro Um Certo Oriente, de António José Rodrigues, o Diplomata deixa aqui o prefácio de sua autoria:

 

Prefácio Um Certo Oriente, por Alexandre Guerra

 

Os tempos que se vivem, conturbados mas interessantes, permitem-nos vislumbrar um mundo árabe para além daquele que a visão ocidental foi criando ao longo dos séculos. E não se trata de um exercício de revisionismo histórico, porque para isso tinha de assumir-se que haveria uma história árabe consignada nos compêndios europeus. Efectivamente, os árabes não fizeram parte da história mundial eurocêntrica que nos foi ensinada e que prevaleceu até à idade contemporânea. Hoje, porém, vários são os académicos e investigadores que tentam refundar o papel daquele povo na história da Humanidade a partir da matriz árabe e não da ocidental. O orientalismo foi, de certa forma, o primeiro passo nesse sentido ao caracterizar as sociedades árabes, fosse através de crónicas de viagens, de obras académicas ou artísticas. Os orientalistas eram em parte identificados como uma corrente de pintores europeus que no passado se deslocavam ao Médio Oriente e Norte de África para retratarem cenas do quotidiano, raramente encontradas na Europa. Eram igualmente tidos como orientalistas todos aqueles que se dedicavam ao estudo de línguas das regiões da orla Sul e Este do Mediterrâneo, sendo posteriormente esse campo alargado à Índia e à China.
 
Ao longo dos séculos XVIII e XIX as relações político-diplomáticas entre as potências imperiais europeias e os povos árabes foram contribuindo para um aprofundamento do conhecimento dos seus hábitos e costumes, mas nem por isso as duas civilizações deixaram de se olhar com desconfiança, medo e inquietação. De certa forma, uma realidade que se estendeu até aos nossos dias. Se durante séculos a Europa e o mundo árabe se regeram por aquilo que Bernard Lewis considera ser um padrão de conquista e reconquista, ataque e contra-ataque, alimentando os receios de parte a parte, nos tempos correm, é o fenómeno do terrorismo islâmico e a xenofobia no seio da sociedade europeia que contribuem para a descrença na política de boa vizinhança.
 
Neste sentido, a obra que António José Rodrigues traz à estampa assume-se com particular importância, por materializar a visão de um arabista e não de um orientalista, que como já foi referido carrega em si preconceitos históricos e ideias preconcebidas redutoras. Foi precisamente o mundo árabe visto de dentro que o autor deu a conhecer nas suas crónicas que com tanto empenho e dedicação foi desafiando ao longo de mais de quatro anos na secção internacional do Semanário e que agora estão compiladas em livro. Tal como os leitores daquele jornal, também os desta obra terão o privilégio de viajar pela civilização árabe, de uma forma que até então só seria possível pisando as tórridas areias do deserto arábico ou dormindo sob a mesma tenda do hospitaleiro beduíno. O que se lê em Um Certo Oriente foi o que António José Rodrigues vive e sentiu por aquelas terras, aliado a um vasto e incisivo estudo literário que lhe obrigaram a muitas horas de investigação, recompensadas com um prazer infindável e um conforto intelectual que só aqueles que têm a ânsia e o gosto pelo saber podem apreciar.
 
Trata-se de um interessante e enriquecedor olhar sobre um povo, ou se quisermos civilização, que contempla em sim uma riqueza de hábitos e costumes, que têm passado quase sempre despercebidos ao nosso mundo ocidental, toldado pelos preconceitos resultantes da visão histórica orientalista e, mais recentemente, da onda de choque do terrorismo internacional de inspiração literários, artigos jornalísticos e científicos que se alimentaram, sobretudo, da guerra ao terrorismo e do (pseudo) choque de civilizações para explorarem, por vezes mal, o arabismo. António José Rodrigues seguiu um caminho diferente ao abordar a temática de uma forma descomplexada e desprendida de qualquer modelo de análise previamente instituído. Assim, o leitor será devidamente recompensado ao vaguear pelas histórias e contos que se lhe apresentam, certamente, pela primeira vez.
O ano de 2003 precipitava-se para o seu término quando escorri os olhos pela primeira crónica de Um Certo Oriente e não tive dúvidas de que estava perante um trabalho inovador e envolvente, que dificilmente tinha paralelo nas realidades intelectual, jornalística e académica portuguesas. Ao referenciar estas três vertentes não estou a embarcar num mero elogio de circunstância, mas sim a verificar o facto dos textos de António José Rodrigues, agora complicados neste livro, comportarem técnicas, métodos e estilos diversos, que confluem numa escrita cuidada e fluida.
 
Militar de profissão e arabista por paixão, o autor das linhas que se seguem encarou sempre o seu trabalho com uma honestidade e dedicação irrepreensíveis, características que devem ser valorizadas, numa sociedade que, por vezes, tem dificuldades em destrinçar a qualidade da irrelevância. A simplicidade da sua pessoa contrasta com a densidade do seu conhecimento, tornando-o actualmente membro de uma elite cujos membros, em Portugal, se deverão contar pelos dedos de uma mão. Foi para mim um privilégio poder trabalhar com António José Rodrigues e uma honra fazer parte deste seu novo projecto. É por isso que lhe reitero o agradecimento por ter partilhado connosco, primeiro em artigos de jornal e agora em livro, a sabedoria e a experiência que nos levam ao conhecimento de um certo Oriente.  

 

Publicado por Alexandre Guerra às 13:48
link do post | comentar
partilhar

About

O Diplomata é um blogue individual e foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

Facebook

O Diplomata

Promote Your Page Too

Rubricas

Momentos com história; Leituras; Registos; Pontos de interesse; O despacho...; Apontamentos históricos; Dispatches from...

subscrever feeds

Contacto

maladiplomatica@hotmail.com

tags

todas as tags

pesquisa

arquivos