Quinta-feira, 24 de Agosto de 2017

O "antes" e o "depois" da BP

 

Por razões profissionais (já que na altura era o consultor de comunicação da BP Portugal), acompanhei de perto o acidente da Deepwater Horizon e, por isso, tinha bastante curiosidade em ver este filme. Recordo que poucas horas depois do acidente, e com a sede em Londres ainda pouco consciente das repercussões de que aquela "crise" iria ter na companhia, eu poucas dúvidas tive dos milhares de milhões de dólares que a BP iria perder em processos judiciais e indemnizações. Já para não falar nos danos irreparáveis ao nível da sua reputação e imagem e que ficam bem vincados neste filme. Naquelas primeiras horas a seguir ao acidente, fiquei com a sensação de que a sede em Londres estava a subestimar o impacto do acidente e isso percebia-se pela forma como estavam a comunicar com as afiliadas. Da minha parte, e pela informação que chegava dos meios internacionais, já era previsível a dimensão catastrófica em termos ambientais, para além das vidas humanas perdidas. A BP talvez estivesse em negação de uma realidade que lhe iria levar quase à falência, sabendo já, provavelmente, que teria muitas responsabilidades nas origens do acidente. Sempre achei que a BP enquanto "marca", nome, iria desaparecer, mas nesse ponto enganei-me. De qualquer forma, para a companhia há claramente um "antes" e um "depois" do acidente da Deepwater Horizon.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 16:11
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Terça-feira, 30 de Julho de 2013

O fundo bilionário da BP está quase seco

 

O gigantesco fundo financeiro de 20 mil milhões de dólares criado pela BP com o objectivo de indemnizar todas as pessoas das comunidades piscatórias ao longo do Golfo do México que foram afectadas pelo trágico acidente ambiental ocorrido na plataforma Deepwater Horizon, a 20 de Abril de 2010, e que provocou a morte de 11 trabalhadores e o derrame de 4 milhões de barris de crude, está a esgotar-se.

 

Daquele fundo apenas restam 300 milhões de euros e ainda falta quase um ano até terminar o prazo para as reclamações de eventuais lesados. A BP anunciou, entretanto, que disponibilizou mais 1,4 mil milhões de dólares para dar resposta a outras reclamações legais. E é muito provável que aquela petrolífera seja obrigada a delapidar os lucros futuros para cumprir com as suas obrigações legais.

 

O Diplomata disse no início de todo este processo que a BP, tal como se conhece, poderia estar condenada. Efectivamente, os custos totais em perdas previstos pela companhia estarão acima de uns astronómicos 42 mil milhões de dólares. Nem uma empresa como a BP poderá estar em condições de assegurar tão avultados encargos, sobretudo numa altura em que a empresa enfrenta outros desafios. Como escrevia o Daily Mail, a questão que se coloca é saber onde a BP vai buscar o dinheiro caso os custos continuem a aumentar. 

 

Publicado por Alexandre Guerra às 15:09
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O Diplomata é um blogue individual e foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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