Segunda-feira, 30 de Março de 2015

Europeus mais próximos da UE do que se julgava

 

Muito se fala do suposto distanciamento dos cidadãos europeus em relação à União Europeia e ao que ela representa, mas será que a percepção das pessoas é assim tão negativa sobre as instituições comunitárias e sobre o que elas significam? Recuperando o Eurobarómetro nº 82, de Outono último e divulgado em Dezembro (este é um estudo que se faz duas vezes por ano, sendo o outro da Primavera, que deverá ser divulgado daqui a dois/três meses), constata-se que a ideia do senso comum não parece corresponder ao verdadeiro espírito de muitos europeus. Ficam aqui algumas conclusões:

 

- Curiosamente, e ao contrário daquilo que seria de esperar, a imagem da União Europeia junto dos cidadãos europeus continua a melhorar desde a Primavera de 2013. 39 por cento dos europeus têm uma imagem positiva da UE, mais quatro pontos percentuais do que os resultados alcançados na Primavera passada e mais nove do que na Primavera de 2013. Apenas 22 por cento têm uma imagem negativa. Os restantes têm uma opinião neutra. Note-se, no entanto, que na Primavera de 2007, a imagem positiva era partilhada por 52 por cento dos inquiridos.

 

- Polónia (61%), Roménia (59%), Irlanda (53%), Bulgária e Luxemburgo (51%), são os países com maior percentagem de inquiridos com uma opinião positiva da UE. No campo oposto estão a Grécia, Chipre e Áustria, com a maioria dos inquiridos a terem uma imagem negativa da UE.

 

- Em Portugal, 38 por cento dos inquiridos têm uma imagem positiva da UE, enquanto 25 por cento têm uma imagem negativa.

 

- Outro resultado interessante é verificar que em média, os cidadãos europeus aumentaram os seus níveis de confiança nos governos e parlamentos nacionais. Desde o Eurobarómetro da Primavera de 2007, que é a primeira vez que a confiança dos cidadãos aumenta simultaneamente face às instituições comunitárias e nacionais.

 

- Já quanto à sensação que os europeus têm de que a sua “voz conta na Europa”, os suecos aparecem no topo da tabela com 72 por cento a considerarem que sim, seguido da Dinamarca, com 68 por cento e da Finlândia, com 62 por cento. No lado oposto, está o Chipre com 79 por cento a dizerem que a sua “voz não conta” na Europa, seguido da Grécia, com 76 por cento, e de Portugal, com 70 por cento.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 17:03
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O Diplomata é um blogue individual e foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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