Terça-feira, 27 de Maio de 2014

Blair foi o primeiro a saltar para a arena política em defesa da Europa em que acredita

 

 

Dois depois das eleições europeias, as ondas de choque ainda se fazem sentir e, muito certamente, assim continuará nos próximos tempos. O seu impacto será sentido de forma diferente em cada país, mas uma coisa é certa, Estados como a França, a Grécia ou o Reino Unido viram o seu sistema político ser abalado de forma substancial, com a emergência de forças exteriores ao quadro "mainstream".

 

E perante esse vendaval, Tony Blair foi a primeira grande figura europeia a saltar para a arena política para manifestar a importância de se combater forças políticas mais radicais ou eurocépticas. Hoje, em entrevista à rádio BBC, o antigo primeiro-ministro trabalhista britânico disse que as pessoas vão descobrir coisas desagradáveis assim que começarem a conhecer melhor o UKIP, partido independentista que venceu as eleições em Inglaterra.

 

Blair, que foi um dos líderes mais carismáticos das últimas décadas em terras de Sua Majestade, apela a Ed Miliband, actual líder do Labour, para combater de forma determinada o UKIP e para não ceder na recusa a um referendo de "in/out" à União Europeia. Um apelo que se estende também aos outros líderes políticos dos partidos tradicionais.

 

Goste-se ou não, há que reconhecer que Blair foi um líder que sempre acreditou que o Reino Unido estaria melhor na UE do que fora dela e muito fez para aproximar o seu país ao projecto europeu, percebendo também que, por exemplo, Londres é hoje o que é por causa, em grande parte, da imigração. De certo modo, Blair foi mais europeísta do que outros líderes de países com tradições mais enraízadas na UE. 

 

Depois de nos últimos anos ter andado por este mundo fora a ganhar fortunas em conferências, fica-lhe bem regressar agora à arena política para defender os valores e ideais de uma Europa em que acredita. 

 

Publicado por Alexandre Guerra às 12:26
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2 comentários:
De João Rocha a 27 de Maio de 2014 às 15:48
Este Sr. é um dos poucos verdadeiros líderes europeus. Uma acertada escolha para ceo da UE.
É verdade que tem alguns pecados (Iraque por ex. mas...quem temos mais com CARISMA?)
De Janeka a 27 de Maio de 2014 às 15:29
Ele pode acreditar na Europa, mas duvido que a Europa acredite nele.

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