Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2015

A geopolítica da crise grega

 

Para os EUA, a questão da Grécia deixou de ser um assunto meramente europeu sobre “quem paga o quê a quem”, para passar a ser um assunto geoestratégico, a partir do momento em que Atenas, mais concretamente o seu ministro da Defesa, diz que o seu país precisa de um “plano B” e que poderá vir a pedir um empréstimo à Rússia. Aqui, Washington passa a seguir este assunto com toda a atenção, já que a Grécia é, e sempre foi, um importante membro da NATO, sobretudo naquela região da Europa.  

 

É importante sublinhar que a Grécia é um país ortodoxo, tal como o Chipre, que, através do seu Presidente, já veio dizer que está em negociações com a Rússia, para permitir que este país utilize portos e espaço aéreo cipriota em manobras militares com fins humanitários ou em situações de emergência. Nicosia prepara-se, assim, para renovar o acordo de cooperação militar com Moscovo, o que está a levantar sérias preocupações no Reino Unido, que utiliza duas bases no Chipre ao abrigo de um acordo de 1960. Tudo isto faz da questão grega um assunto bem mais vasto do que aquele que à partida parece ser.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 16:34
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