Quarta-feira, 12 de Junho de 2013

Uma decisão sem precedentes em países da UE

 

Se há uns meses alguém dissesse que um Governo de um qualquer país da União Europeia iria decretar abruptamente o encerramento de uma televisão pública e poucas horas depois, com a ajuda das forças de segurança, ordenar o fim da sua emissão, o autor destas linhas diria que isso seria um cenário impensável no espaço europeu.

 

Pois bem, ontem a Grécia e "esta" Europa voltou a surpreender pela negativa. Desta vez, com uma decisão brutal que, para já, suspende a emissão da televisão pública grega, ERT, e que coloca no limbo 2700 trabalhadores.

 

Por outro lado, os custos da ERT assumiram contornos estratosféricos, acumulados ao longo dos anos pelos excessos da televisão pública. Além disso, os seus trabalhadores tudo fizeram para inviabilizar qualquer processo de reestruturação, ao contrário do que tem acontecido, por exemplo, com a televisão pública portuguesa, a RTP.

 

Seja como for, a decisão do primeiro-ministro helénico, Antonis Samaras, foi implacável e sem precedentes num país da União Europeia. E ainda por cima foi tomada sob o pretexto da imposição externa da tal "troika", em prol de um "défice" que já poucos duvidam estar a gerar males que irão prolongar-se por muitos e longos anos. 

 

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Publicado por Alexandre Guerra às 17:20
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O Diplomata é um blogue individual e foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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