Terça-feira, 19 de Março de 2013

À procura do paradigma energético mais equilibrado

 

As sociedades actuais consomem cada vez mais energia, seja por lazer ou por necessidade. Não obstante a maior sensibilidade das pessoas para um consumo responsável e as novas tecnologias que permitem reduzir os gastos, a utilização de energia eléctrica tende a aumentar.

 

Os consumidores, sobretudo os das sociedades desenvolvidas, não abdicam dos seus níveis de conforto ou de necessidade. Como tal, os governos são confrontados perante o dilema da escalada de fornecimento de energia, mas a preços razoáveis e de forma sustentável. Com esta equação é impossível forjar um paradigma perfeito. 

 

Perante as actuais necessidades energéticas, nomeadamente no fornecimento de electricidade, os governos têm como desafio conceber paradigmas minimamente racionais, que consigam um equilíbrio aceitável entre as seguintes variáveis: "procura", "preço" e "sustentabilidade". Não existe qualquer fórmula mágica que permita dar uma resposta 100 por cento satisfatória, mas é possível criar um paradigma que permita uma gestão equilibrada daquelas variáveis.

 

Esse mesmo paradigma poderá e deverá variar de país para país, tendo em conta as suas necessidades e condicionantes. Por vezes, os governantes não conseguem fazer uma leitura racional e objectiva que lhes permita encontrar a solução mais equilibrada de todas. Portugal é um bom exemplo desta realidade, com a aprovação, há uns anos, de um plano nacional de barragens, com elevados custos financeiros, fortes impactos ambientais e pouco (para não dizer quase nulo) retorno na produção de electricidade.

 

Já o Governo britânico acabou de anunciar a construção da primeira central nuclear de uma nova geração daquele tipo de infraestrutura. Aqui, o Diplomata considera estar-se perante uma decisão acertada. Há muito que o Reino Unido assenta o seu paradigma energético na tecnologia nuclear, dando agora um novo estímulo a este programa. Como refere o Executivo londrino, esta nova geração de centrais "are needed to cut carbon and keep the lights on". 

 

Certamente que muitos se opõem a esta estratégia, no entanto, poucos estão dispostos a alterar os hábitos de consumo ou a abdicar do conforto que a electricidade lhes dá. E a verdade é que qualquer que seja a solução (e nenhuma delas é milagrosa) vai haver sempre pontos positivos e pontos negativos.

         

Publicado por Alexandre Guerra às 16:17
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O Diplomata é um blogue individual e foi criado em Fevereiro de 2007, mantendo, desde então, uma actividade regular na blogosfera.

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