Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
Leituras

 

No seguimento do texto escrito ontem neste espaço, o Diplomata sugere a leitura de Obama's Commander-In-Chief Strategy no National Journal.

 


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Publicado por Alexandre Guerra às 10:42
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
Obama envia "mensagem" através de uma operação dos Navy Seals na Somália

 

 

Nos filmes, sobretudo naqueles de Hollywood, as forças especiais norte-americanas palmilham os quatro cantos do mundo em operações “cover", para resgatar concidadãos que estejam nas mãos de bandos de malfeitores, de terroristas ou de outras companhias pouco recomendáveis.

 

As missões são normalmente secretas e acontecem em terreno hostil e quase sempre são precedidas de um aviso ao estilo Missão Impossível, de que o Governo americano negará qualquer ligação ou envolvimento com um operacional ou agente detido em acção pelo inimigo.

 

Na vida real as coisas não seguem um argumento cinematográfico, mas nem por isso deixam de acontecer e ser tão emocionantes como nos filmes.  

 

Basta ver a operação secreta levada a cabo em Maio último pelos Navy Seals americanos, numa localidade poucos quilómetros a norte de Islamabad, e que culminou na morte de Osama Bin Laden.  

 

Ou se recuar mais no tempo, são inúmeras as espectaculares operações da Mossad na caça a ex-criminosos da II GM ou a terroristas palestinianos.

 

Soube-se esta Quarta-feira de manhã que os Navy Seals americanos desencadearam uma operação cirúrgica na Somália na noite anterior, para libertar dois reféns que estavam em cativeiro há mais de três meses nas mãos de criminosos.

 

Tratou-se de uma operação furtiva nocturna, tendo os militares americanos sido lançados de páraquedas nas imediações do complexo onde estavam detidos os reféns, a 40 quilómetros da cidade de Adado.

 

Houve troca de tiros na aproximação dos “seals” ao complexo e morreram alguns dos criminosos (talvez oito ou nove), embora não tenha havido baixas do lado americano.

 

A operação durou cerca de uma hora, tendo os “seals” e os reféns sido recolhidos no local de helicóptero e transportados para o Djibuti, território de apoio à presença militar americana na região do Corno de África.  

 

A americana Jessica Buchanan, 32, e o dinamarquês Paul Tiste, 60, foram libertados em segurança, depois de no passado dia 25 de Outubro terem sido capturados nas proximidades da cidade de Galkayo, no norte da Somália, enquanto estavam a trabalhar para uma ONG dinamarquesa.

 

Há algum tempo que o Danish Refugee Council tentava negociar a libertação de Jessica e Paul, mas sem grande sucesso.

 

As autoridades americanas informaram que os raptores não tinham qualquer ligação ao movimento islâmico al-Shabab, próximo da al Qaeda.

 

Neste momento, há mais três casos de reféns na Somália, um turista britânico e dois médicos espanhóis.

 

Esta operação foi seguida com atenção pelo Presidente Barack Obama, o qual terá chegado a dizer ao seu Secretário de Defesa, Leon Panetta, já no Congresso, momentos antes do início do discurso do Estado da União, proferido esta madrugada: “Leon. Good job tonight. God job tonight”.

 

Numa nota de imprensa publicada pela Casa Branca informa-se que o Presidente deu autorização para a operação na Segunda-feira e que os Estados Unidos não irão tolerar que os seus cidadãos sejam raptados, sendo esta acção uma “mensagem” de que a América irá “manter-se firme contra qualquer tipo de ameaças” ao seu povo.

 

Efectivamente, além do sucesso militar da operação, Obama já compreendeu que este tipo de acção cirúrgica é fundamental no tipo de posicionamento que os Estados Unidos pretendem assumir neste sistema internacional complexo, multipolar, de ameaças difusas e de assimetrias.

 

Numa época em que fenómenos como a pirataria, a criminalidade internacional ou o terrorismo desafiam, como nunca, os conceitos clássicos de segurança e defesa, de Washington têm vindo alguns sinais no sentido de se tentar adaptar a um novo paradigma.

 

Por outro lado, a administração americana envia um sinal claro de força, de que não pretende deixar ao abandono os seus cidadãos que se encontrem em cativeiro, demonstrando que o seu poder militar imenso é também eficaz em acções cirúrgicas.

 

Porque, na actual lógica de sociedades globalizadas e com uma opinião pública cada vez menos tolerante para com os seus governantes, de pouco serve a um Estado ter capacidade para invadir um País quando não consegue salvar um seu cidadão das garras do inimigo.

 



Publicado por Alexandre Guerra às 13:26
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
O novo parlamento egípcio

 

 

 

Vale a pena ver aqui a composição do novo parlamento egípcio, num trabalho gráfico muito apelativo.

 


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Publicado por Alexandre Guerra às 22:25
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Leituras

 

The Joys of investing in Somaliland é um artigo da BBC News sobre um empreendedor britânico inspirador que decidiu investir na Somalilândia.

 


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Publicado por Alexandre Guerra às 22:09
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How free is Africa?

 

 


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Publicado por Alexandre Guerra às 17:45
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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
Momentos com história

 

Foto: Khaled Elfiqi/Agence France Press - Getty Images (Pool)

 

A abertura da legislatura no parlamento egípcio, esta Segunda-feira no Cairo, resultante das primeiras eleições livres realizadas naquele País em mais de seis décadas, foi bastante turbulenta. Numa câmara dominada por deputados de partidos islamistas (73 por cento), o ambiente que se viveu foi de caos e anarquia, tendo sido necessário os membros da Irmandade Muçulmana (a força política mais representada com 235 assentos do total de 503) fazer valer o seu estatuto para pôr alguma ordem na casa, de modo a proceder-se à eleição do "speaker" daquela assembleia, Saad el Katani. Também na parte de fora do parlamento a confusão estava instalada, provocada pelas manifestações daqueles que celebravam o dia histórico e dos outros que denunciavam a manutenção da influência do Exército na vida política do País. 

 



Publicado por Alexandre Guerra às 22:02
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Leituras

 

Nos Estados Unidos há razões para algumas boas notícias e Paul Krugman explica porquê no New York Times em Is Our Economy Healing?

 


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Publicado por Alexandre Guerra às 21:57
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Portugal entre os países mais anti-semitas da Europa, revela relatório alemão

 

Um relatório elaborado por um grupo de especialistas alemães nomeados pelo Bundestag (câmara baixa do parlamento alemão), e apresentado esta Segunda-feira, concluiu que na Alemanha se assiste à propagação de um forte sentimento anti-semita, uma realidade que atinge níveis ainda mais elevados em países como a Polónia, a Hungria e, surpreendentemente, Portugal.

 

O grupo de especialistas, criado em 2009, debruçou-se com particular incidência na Alemanha, onde verificou que as novas tecnologias de comunicação têm ajudado a disseminar mensagens e ideias anti-semitas e xenófobas.

 

E o mais preocupante, segundo o relatório, é que estas mesmas mensagens e ideias começam a ser aceites pelo público “mainstream”, extravasando as comunidades de extrema direita.

 

O relatório em alemão pode ser lido aqui.

 



Publicado por Alexandre Guerra às 16:00
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Domingo, 22 de Janeiro de 2012
O homem ainda sabe como se ganha uma eleição

 

Apollo Theatre, New York, January 19, 2012

 



Publicado por Alexandre Guerra às 19:53
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Boko Haram volta a lançar as "sementes" para uma guerra civil

 

Um dos sobreviventes dos atentados de Sexta-feira na cidade de Kano/Foto: Reuters

 

O Boko Haram, ao qual o Diplomata já fez referência, voltou a atacar na Nigéria na passada Sexta-feira, naquela que terá sido a sua mais violenta acção, desde que o movimento foi criado em 2002. Os atentados ocorreram na cidade de Kano, tendo as autoridades até ao momento já confirmados mais de 160 mortos.

 

Aquele grupo, que tem ligações ao ramo da al Qaeda no norte de África, está a cumprir as ameaças que tinha feito, de que iria lançar a violência na Nigéria até que o Governo cedesse na libertação de alguns militantes islâmicos, que foram presos em 2009, numa operação que as autoridades levaram a cabo para tentar destruir aquele grupo. A verdade é que o Governo não apenas falhou nesse propósito como, desde então, o Boko Haram tem intensificado a sua actividade. 

 

Ainda no dia de Natal, vários atentados perpetrados por militantes do Boko Haram nos arredores de Abuja provocaram mais de 40 mortos. 

 

A situação é de tal forma preocupante que o Presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, já disse que o País atravessa um momento mais complicado do que aquele que se viveu durante a guerra civil entre 1967 e 1970. Entretanto, já anunciou algumas detenções, embora dificilmente consiga travar o clima de tensão e de violência que se faz sentir na Nigéria.

 



Publicado por Alexandre Guerra às 19:46
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