Quarta-feira, 2 de Agosto de 2017

Leituras

 

A propósito da polémica em torno do filme Dunkirk, em que não é feita qualquer referência aos soldados indianos que lutaram pelo Império Britânico na II GM, Yasmin Khan, em Dunkirk, the War and the Amnesia of the Empire no New York Times, faz uma pedagógica análise sobre o "esquecimento" da História em relação a alguns dos seus interpretes.

 

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Publicado por Alexandre Guerra às 12:22
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Segunda-feira, 31 de Julho de 2017

O despacho...

 

"Estamos em plena cultura da imagem. Não é de agora, terá vindo do século da fotografia. Foi uma revolução de consequências infinitas e esta é o prolongamento da outra. Hoje podemos estar a vida inteira a ver cinema, televisão ou um ecrã e morrer sem ter entrado na vida. Somos mais do que perecíveis, a todo o instante, mas a ideia de que podemos passar a maior parte da nossa vida ao lado de coisas interessantes para visitar, para nos apossarmos, com que nos interrogarmos ou sermos interrogados... Estarmos morbidamente fixados a esta paixão pela imagem devora-nos vivos."

 

Aos 94 anos, Eduardo Lourenço continua a pensar o mundo e a sociedade com uma clarividência cristalina. Numa entrevista ao jornal Público, o pensador descreve desta forma como o poder da imagem torna refém as pessoas de uma ideia ilusória de vida que passa ao lado das coisas interessantes para visitar.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 14:39
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Sexta-feira, 28 de Julho de 2017

John McCain

 

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Há uns dias Barack Obama referia-se a John McCain como um herói americano e um dos mais corajosos lutadores que conheceu. E num acto de força e encorajamento, o ex-Presidente escrevia no Twitter que o "cancro não sabia com quem se tinha metido", numa alusão ao tumor cerebral diagnosticado a McCain. Eu só posso subscrever as palavras de Obama, sobre um homem e político republicano que tenho acompanhado ao longo dos anos e que, acima de tudo, foi sempre fiel aos seus valores e princípios. Herói de guerra, nunca se deixou enlamear pelas guerras intestinas partidárias do Congresso, em defesa daquilo em que acredita e sempre a pensar no superior interesse dos seus concidadãos. Ontem à noite, McCain voltou a ser um herói e um lutador ao votar ao lado dos democratas contra o desmantelamento do Obamacare, um dos mais importantes saltos civilizacionais da sociedade americana das últimas décadas. Ele e mais as colegas Susan Collins e Lisa Murkowski desafiaram a "disciplina partidária" tão cegamente seguida em Portugal e foram contra o seu próprio Partido Republicano. No final, a votação no Senado ficou 51-49 a favor da manutenção do Obamacare. Coube a McCain o voto decisivo e é nesses momentos em que se definem os bravos lutadores, que se desprendem de interesses e conivências em benefícios egoístas, para assumirem um combate duro, muitas vezes solitário, em prol de um bem maior.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 11:35
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Terça-feira, 25 de Julho de 2017

A questão polaca by Reuters

 

 "It's still not clear what Polish President Andrzej Duda, seen until now as a dependable ally of the ruling Law and Justice (PiS) party, is up to by vetoing key parts of a judicial reform seen by critics as anti-democratic. Duda may simply be currying favour with voters he will need to win a new term in office, or this could be a genuine act of defiance to PiS leader, the social conservative and nationalist Jaroslaw Kaczynski. This has all sparked speculation of a rift in PiS ranks, and even of an early election. For now, Kaczynski has not reacted to Duda's intervention and Duda has not said when he will make proposals of his own. The European Union is also reserving judgment until it sees the dynamics more clearly; some are saying this could be one of the most decisive moments in Polish politics since the overthrow of communism in 1989."

 
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Publicado por Alexandre Guerra às 11:18
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Segunda-feira, 24 de Julho de 2017

Spicer, entrou e saiu como propagandista

 

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Sean Spicer aguentou cerca de seis meses enquanto “press secretary” da Casa Branca. Foi um feito. Logo nos primeiros dias a seguir à tomada de posse de Donald Trump, tive oportunidade de acompanhar nos EUA as primeiras intervenções do porta-voz da Casa Branca. Foi um exercício penoso de se ver. Na altura, no “briefing room”, chegou mesmo a ser interrogado por um dos jornalistas se acreditava mesmo naquilo que estava a dizer. Eu nem queria acreditar. Como era possível que os jornalistas questionassem a palavra do porta-voz do Presidente logo nos primeiros dias de mandato?

 

Era um facto que a sua reputação e credibilidade ficaram logo à partida arrasadas junto dos jornalistas. Não era visto como um verdadeiro porta-voz, mas sim como um propagandista. E também se percebeu que Spicer caminhava para o abismo. E por isso o comparei àquele ministro iraquiano da Informação, que foi o porta-voz de Saddam Hussein durante a invasão americana em 2003, e que ficou célebre pela sua propaganda tola (e que divertiu muita gente, incluindo o Presidente George W. Bush), ao repetir convictamente que o Exército iraquiano iria vencer aquela batalha, quando a realidade mostrava os soldados americanos já às portas de Bagdade. Loucura à parte, a verdade é que a partir daí Mohammed Saeed al-Sahaf se tornou uma estrela à escala global até com direito a clube de fãs. E, por isso, na altura escrevi: “Pode ser que Spicer tenha a mesma ‘sorte’.” E não é que teve mesmo... Sai totalmente descredibilizado junto dos jornalistas, mas com uma notoriedade invejável para quem gosta dessas coisas.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 17:03
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Quinta-feira, 20 de Julho de 2017

Leituras

 

A história é avançada pela Reuters esta Quinta-feira e é do melhor que há para quem gosta de conspirações e golpes palacianos. Em Addiction and intrigue - Inside the Saudi palace group são citadas várias fontes para descrever uma "extraordinária" conversa secreta ocorrida no seio da Casa de Saud há precisamente um mês.

 

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Publicado por Alexandre Guerra às 12:55
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Quinta-feira, 13 de Julho de 2017

O Estado e a Religião, segundo Bernard Lewis

 

Bernard Lewis, actualmente com 101 anos, é um dos maiores estudiosos do mundo muçulmano e das suas relações com o Ocidente. Esta passagem, retirada do seu livro Islam and the West (Oxford, 1993), sintetiza com uma clarividência desarmante os fundamentos que orientam a vivência entre o Estado e a Religião.

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Publicado por Alexandre Guerra às 14:53
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Terça-feira, 11 de Julho de 2017

A ameaça Vermelha

 

 

Para quem gosta e acompanha os fenómenos da comunicação política e da propaganda entre os Estados, recomendo que veja este mini-documentário com cerca de nove minutos, que foi publicado esta Terça-feira pela NATO. O filme pretende fazer uma homenagem aos antigos partisans, que após a IIGM combateram heroicamente as forças invasoras do Exército Vermelho nas florestas dos países bálticos. Além do interesse histórico deste vídeo, o mais relevante, em minha opinião, é o contexto em que surge, quase como que se fosse uma peça de propaganda ao bom e velho estilo da Guerra Fria, com o objectivo de demonizar o inimigo (neste caso, a Rússia). A questão é que os países bálticos sentem uma ameaça constante da Rússia, levando muito a sério os ímpetos expansionistas do Kremlin. Há uns anos visitei dois daqueles lindos países e é extraordinário perceber que a percepção da ameaça Vermelha continua a pairar no ar.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 20:29
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Sexta-feira, 23 de Junho de 2017

Do sublime ao grau zero

 

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Através da lente de João Silva, vê-se Ken Oosterbroek, morto durante os incidentes de Tokosa, África do Sul, a ser carregado pelo seu colega Gary Bernard/18 de Abril de 1994

 

Durante algum tempo, quando era mais jovem e iniciava o meu percurso universitário no curso de Relações Internacionais, tive um recorte de jornal com esta fotografia colado na parede do meu quarto. A imagem abria uma janela para realidades dramáticas, mas ao mesmo tempo alimentava-me o sonho que um dia ambicionava concretizar. Muito por inspiração do meu pai, poucas dúvidas tinha na altura de que iria ser jornalista. Mas ao contrário dele, a minha paixão puxava-me para a área do jornalismo de internacional (o que veio a acontecer). A política nacional pouco me interessava, o que eu queria mesmo era acompanhar as grandes questões do mundo e lançar-me ao desafio supremo: ser repórter de guerra. No âmbito da política internacional, ainda tive o privilégio de fazer umas coisas engraçadas, para lá do tradicional jornalismo de takes da Reuters, da AFP ou da AP, e quanto a reportagem de guerra, tive a oportunidade de passar o primeiro verão explosivo da intifada de al-Aqsa na Palestina e Faixa de Gaza (jornalistas portugueses nem vê-los). Rebentavam bombas todas as semanas em Telavive e Jerusalém e os “territórios ocupados” viviam a ferro e fogo, sob o cerco das Forças de Segurança Israelitas. Voltei lá no ano seguinte por uns dias, quer a Gaza, quer a Ramalhah e, por coincidência, apanhei o bombardeamento à Mukata de Yasser Arafat.

 

Voltando à fotografia, ela lembrava-me também que os verdadeiros jornalistas de guerra (e não aqueles que dizem que são) podem às vezes ser eles as próprias vítimas das “histórias” que cobrem, mas mesmo assim sem nunca perderem o seu sentido profissional e, sobretudo, de missão. Os lamentos e os choros ficam para depois. Mas afinal o que se vê nesta fotografia? Vê-se o fotojornalista Ken Oosterbroek a ser carregado pelo seu colega Gary Bernard, depois de ter sido morto num fogo cruzado entre elementos da força de manutenção de paz e apoiantes do ANC na cidade sul-africana de Tokoza, a 18 de Abril de 1994, poucos dias antes das primeiras eleições livres pós-Aparheid. Só que esta imagem, de certa maneira icónica pelo que representa, só é possível vê-la porque naquele momento lá estava João Silva, fotojornalista luso-sul-africano, que, perante a morte do seu amigo, manteve o sangue-frio e, refugiando-se atrás da lente, fez aquilo que tinha que fazer. O seu trabalho.

 

Morria assim um dos quatro elementos do famoso Bang Bang Club que, além de Silva e de Oosterbroek, contava ainda com Kevin Carter e Greg Marinovich. Autênticos companheiros, destemidos repórteres de guerra que durante anos trouxeram ao mundo os horrores dos conflitos através das suas lentes. Os quatros fotojornalistas, todos eles premiados, cobriram juntos a violência na África do Sul durante vários anos até 1994, ano das eleições que deram a vitória a Nelson Mandela e que puseram fim ao regime de Apartheid.

 

A violência e a pressão psicológica a que estiveram expostos, ao longo de quase toda uma vida profissional, e os acontecimentos dramáticos de Tokoza, acabaram por levar ao suicídio de Carter, logo em Julho de 1994. Mais tarde, em 2000, Silva e Marinovich lançaram o livro The Bang Bang Club: Snapshots from a Hidden War, no qual os dois fotojornalistas espelharam as suas experiências, angústias e medos. Mas o sofrimento no seio do "clube" continuou, tendo João Silva, durante muitos anos fotojornalista no New York Times, sofrido um grave acidente em Outubro de 2010, ao pisar uma mina durante uma patrulha de soldados americanos em Kandahar. As suas duas pernas abaixo do joelho ficaram estilhaçadas, mas a sua máquina continuou a disparar. Com um enorme espírito de sacrifício e a ajuda de próteses fornecidas pelo Exército americano, João Silva recuperou, voltou ao activo e até o próprio Barack Obama fez questão de o receber na Sala Oval.

 

Perguntará o leitor a que propósito escrevo este texto. Escrevo-o porque, acima de tudo, considero que o (bom) jornalismo, seja ele de guerra, de sociedade ou de cultura, é essencial para termos uma sociedade livre e democrática. O que acima escrevi contempla uma ideia genérica de princípios concretos que devem nortear o jornalista. Sacrifício, coragem, inteligência, humildade, camaradagem, bom senso, princípios que se deveriam aplicar no quotidiano de qualquer jornalista, seja aquele que esteja a tentar entrar em Raqqa, como aquele que faz a cobertura de um assalto numa bomba de gasolina em Odivelas ou aquele que acompanha um comício de uma qualquer campanha eleitoral. São princípios orientadores de uma profissão que se quer sublime, mas que, infelizmente, em Portugal, chegou ao grau zero. É um exercício penoso e lamentável, para quem, como eu, e por força das circunstâncias profissionais, se vê obrigado a acompanhar quase ao minuto tudo o que se vai dizendo ou escrevendo nos órgãos de comunicação social, tudo o que os “jornalistas” vão twittando ou postando no Facebook, perdendo a compostura e a noção de respeito pela sua própria profissão, toda a arrogância e vaidade camufladas de pseudo-sabedoria. Mas é nestes momentos que gosto de voltar a olhar para a fotografia de João Silva e relembrar a história do Bang Bang Club para continuar a acreditar que ainda há jornalistas dignos desse privilégio.

 

Publicado originalmente no Delito de Opinião.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 19:30
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Do sublime ao grau zero

 

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Através da lente de João Silva, vê-se Ken Oosterbroek, morto durante os incidentes de Tokosa, África do Sul, a ser carregado pelo seu colega Gary Bernard/18 de Abril de 1994

 

Durante algum tempo, quando era mais jovem e iniciava o meu percurso universitário no curso de Relações Internacionais, tive um recorte de jornal com esta fotografia colado na parede do meu quarto. A imagem abria uma janela para realidades dramáticas, mas ao mesmo tempo alimentava-me o sonho que um dia ambicionava concretizar. Muito por inspiração do meu pai, poucas dúvidas tinha na altura de que iria ser jornalista. Mas ao contrário dele, a minha paixão puxava-me para a área internacional (o que veio a acontecer). A política nacional pouco me interessava, o que eu queria mesmo era acompanhar as grandes questões do mundo e lançar-me ao desafio supremo: ser repórter de guerra. No âmbito da política internacional, ainda tive o privilégio de fazer umas coisas engraçadas, para lá do tradicional jornalismo de takes da Reuters, da AFP ou da AP, e quanto a reportagem de guerra, tive a oportunidade de passar o primeiro verão explosivo da intifada de al-Aqsa na Palestina e Faixa de Gaza (jornalistas portugueses nem vê-los). Rebentavam bombas todas as semanas em Telavive e Jerusalém e os “territórios ocupados” viviam a ferro e fogo, sob o cerco das Forças de Segurança Israelitas. Voltei lá no ano seguinte por uns dias, quer a Gaza, quer a Ramalhah e, por coincidência, apanhei o bombardeamento à Mukata de Yasser Arafat.

 

Voltando à fotografia, ela lembrava-me também que os verdadeiros jornalistas de guerra (e não aqueles que dizem que são) podem às vezes ser eles as próprias vítimas das “histórias” que cobrem, mas mesmo assim sem nunca perderem o seu sentido profissional e, sobretudo, de missão. Os lamentos e os choros ficam para depois. Mas afinal o que se vê nesta fotografia? Vê-se o fotojornalista Ken Oosterbroek a ser carregado pelo seu colega Gary Bernard, depois de ter sido morto num fogo cruzado entre elementos da força de manutenção de paz e apoiantes do ANC na cidade sul-africana de Tokoza, a 18 de Abril de 1994, poucos dias antes das primeiras eleições livres pós-Aparheid. Só que esta imagem, de certa maneira icónica pelo que representa, só é possível vê-la porque naquele momento lá estava João Silva, fotojornalista luso-sul-africano, que, perante a morte do seu amigo, manteve o sangue-frio e, refugiando-se atrás da lente, fez aquilo que tinha que fazer. O seu trabalho.

 

Morria assim um dos quatro elementos do famoso Bang Bang Club que, além de Silva e de Oosterbroek, contava ainda com Kevin Carter e Greg Marinovich. Autênticos companheiros, destemidos repórteres de guerra que durante anos trouxeram ao mundo os horrores dos conflitos através das suas lentes. Os quatros fotojornalistas, todos eles premiados, cobriram juntos a violência na África do Sul durante vários anos até 1994, ano das eleições que deram a vitória a Nelson Mandela e que puseram fim ao regime de Apartheid.

 

A violência e a pressão psicológica a que estiveram expostos, ao longo de quase toda uma vida profissional, e os acontecimentos dramáticos de Tokoza, acabaram por levar ao suicídio de Carter, logo em Julho de 1994. Mais tarde, em 2000, Silva e Marinovich lançaram o livro The Bang Bang Club: Snapshots from a Hidden War, no qual os dois fotojornalistas espelharam as suas experiências, angústias e medos. Mas o sofrimento no seio do "clube" continuou, tendo João Silva, durante muitos anos fotojornalista no New York Times, sofrido um grave acidente em Outubro de 2010, ao pisar uma mina durante uma patrulha de soldados americanos em Kandahar. As suas duas pernas abaixo do joelho ficaram estilhaçadas, mas a sua máquina continuou a disparar. Com um enorme espírito de sacrifício e a ajuda de próteses fornecidas pelo Exército americano, João Silva recuperou, voltou ao activo e até o próprio Barack Obama fez questão de o receber na Sala Oval.

 

Perguntará o leitor a que propósito escrevo este texto. Escrevo-o porque, acima de tudo, considero que o (bom) jornalismo, seja ele de guerra, de sociedade ou de cultura, é essencial para termos uma sociedade livre e democrática. O que acima escrevi contempla uma ideia genérica de princípios concretos que devem nortear o jornalista. Sacrifício, coragem, inteligência, humildade, camaradagem, bom senso, princípios que se deveriam aplicar no quotidiano de qualquer jornalista, seja aquele que esteja a tentar entrar em Raqqa, como aquele que faz a cobertura de um assalto numa bomba de gasolina em Odivelas ou aquele que acompanha um comício de uma qualquer campanha eleitoral. São princípios orientadores de uma profissão que se quer sublime, mas que, infelizmente, em Portugal, chegou ao grau zero. É um exercício penoso e lamentável, para quem, como eu, e por força das circunstâncias profissionais, se vê obrigado a acompanhar quase ao minuto tudo o que se vai dizendo ou escrevendo nos órgãos de comunicação social, tudo o que os “jornalistas” vão twittando ou postando no Facebook, perdendo a compostura e a noção de respeito pela sua própria profissão, toda a arrogância e vaidade camufladas de pseudo-sabedoria. Mas é nestes momentos que gosto de voltar a olhar para a fotografia de João Silva e relembrar a história do Bang Bang Club para continuar a acreditar que ainda há jornalistas dignos desse privilégio.

 

Publicado originalmente no Delito de Opinião.

 

Publicado por Alexandre Guerra às 19:24
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