A perspectiva do New York Times sobre a recente visita do Presidente Barack Obama à China, no editorial Assessing the China Trip.
A escolha dos nomes para os dois cargos da União Europeia criados com o Tratado de Lisboa foi célere, tendo bastado apenas algumas horas de conferência informal em Bruxelas para que os líderes dos Vinte e Sete nomeassem o primeiro-ministro belga, Herman van Rompuy, para se tornar no primeiro presidente permanente do Conselho da União Europeia, e Catherina Ashton, actual comissária do Comércio, para o cargo de Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança.
De forma estranhamente pacífica e consensual, os líderes europeus nomearam Rompuy e Ashton, após terem passado várias semanas num tom crispado a trocarem diferentes nomes, entre os quais de homens tão influentes ou conhecidos na cena política europeia como Tony Blair, Jean-Claude Junker ou Jan Peter Balkenende.
Contra todas as expectativas, os líderes dos Vinte e Sete acabaram por optar por figuras "low profile" na vida política europeia, e terá sido precisamente esse o segredo para o clima de relativa tranquilidade em que decorreu o encontro informal dos chefes de Estado e de Governo.
É preciso também referir que a Suécia, que ocupa actualmente a presidência rotativa da UE, geriu de forma bastante inteligente todo o processo, percebendo que não se chegaria a bom porto se se mantivesse o leque de nomes que foram sendo avançados nas últimas semanas, nomeadamente o de Tony Blair para o cargo de Presidente da UE.
Perante este cenário, a Suécia optou pela estratégia inversa e apostou em políticos pouco conhecidos que, de certa forma, têm estado distanciados dos alinhamentos ideológicos e das questões fracturantes que a UE têm vivido nos últimos tempos.
Além disso, a presidência sueca foi sensível aos interesses de Londres, porque não obstante Blair ter perdido a corrida para a presidência da UE, os britânicos acabaram por ser compensados com a pasta dos negócios estrangeiros e da segurança que, segundo alguns analistas, terá mais poder que o próprio cargo de presidente do Conselho.
Thomas Friedman, na sua habitual coluna no News York Times, assume-se como um autêntico "falcão" da energia limpa, defensor das propostas de lei que circulam nos corredores do Congresso americano lançadas pela Casa Branca, e critica aqueles que se opõem à implementação de legislação que possa introduzir a tecnologia de captura de carbono e um modelo de taxação sobre as emissões daquele gás.
Friedman revela não compreender as razões que sustentam a posição de tais opositores, já que para ele é uma evidência de que o clima está a mudar. E muito por causa da intervenção humana.
Mas além das implicações ambientais óbvias, Friedman constata também existir uma problemática política que os Estados Unidos terão de enfrentar. Perante a necessidade inevitável de se encontrarem respostas, os países vão procurar soluções na tecnologia. E quanto mais avançados e céleres forem nessa demanda, mais cedo colherão benefícios e, de certa forma, reforçarão a sua influência e notoriedade no sistema internacional.
É por isso que Friedman considera que os Estados Unidos deverão estar na vanguarda desse processo. Até porque, de acordo com estudo das Nações Unidas de 2006, a população mundial vai crescer 2,5 mil millhões até 2050, o equivalente à população terrestre em 1950. A maior parte desse crescimento vai verificar-se em países menos avançados, já fortemente fustigados com graves debilidades estruturais.
Ora, considera Friedman, se aos problemas de energia, de clima, de escassez de água e de poluição que existem actualmente, se acrescentar mais 2,5 mil milhões de pessoas para alimentar, vestir, transportar ou acomodar, o resultado será assustador. Face a este cenário, Friedman não tem dúvidas quanto ao lado a que pertence no debate sobre a problemática das novas políticas ambientais: o dos "falcões".
A Casa Branca, através do seu porta-voz Robert Gibbs, manifestou um profundo desagrado pela decisão do Governo israelita de autorizar a construção de mais 900 habitações no colonato de Gilo, contíguo à parte oriental da cidade de Jerusalém.
Washington admite claramente que a decisão do Jerusalem Planning Committe, a entidade directamente responsável pelo licenciamento das novas casas, torna "mais difícil" o reatamento das conversações israelo-palestinianas.
Esta decisão foi também ratificada pelo Ministério do Interior isrealita, que é o mesmo que dizer com o apoio do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, desde há muito um defensor acérrimo da expansão dos colonatos hebraicos nos territórios da Cisjordânia.
De acordo com o correspondente da BBC em Washington, Paul Adams, corre nos "corredores" daquela cidade a ideia de que Netanyahu está a conseguir inutilizar os parcos esforços do Presidente Barack Obama no processo de paz do Médio Oriente. Porém, existem algumas vozes que dizem ser ainda demasiado cedo para se tirar uma conclusão sobre a estratégia que Obama esteja, eventualmente, a seguir nesta matéria.
Seja como for, certo é o facto dos apelos do Presidente americano não estarem a ser tidos em conta por Netanyahu, como admitiu o próprio George Mitchell, enviado dos Estados Unidos ao Médio Oriente. Segundo o jornal israelita Yedioth Aharanot e a Israel Army Radio, Mitchell terá interpelado directamente Netanyahu na Segunda-feira em Londres, pedindo-lhe que congelasse a expansão dos colonatos, já que Washington se opunha veementemente a esta estratégia.
A resposta de Netanyahu foi negativa, justificando com o facto da expansão do colonato de Gilo não ser da competência do Executivo, mas sim, única e exclusivamente do município de Jerusalém. Relembre-se que apesar de Gilo está para lá da Green Line, Israel defende que aquele colonato é parte integrante de Jerusalém, cidade que na sua totalidade é considerada pelos governantes hebraicos como parte do Estado judaico.
A ser verdade a conversa entre Mitchell e Netanyahu (e a julgar pela reacção da Casa Branca tudo leva a crer que sim), as relações entre Telavive e Washington entram numa nova fase, visto ser caso raro na história daqueles dois países, governantes israelitas desafiarem de forma tão frontal um pedido feito pela Casa Branca.
Netanyahu parece tê-lo feito, gerando o desagrado de Obama, bem evidente nas palavras de Gibs, e colocando o Presidente americano numa situação delicada.
Com esta iniciativa, o primeiro-ministro israelita consegue claramente uma posição de força no que diz respeito à política da expansão dos colonatos, um dos temas mais quentes do dossier israelo-palestiniano. Por outro lado, esta medida frustra qualquer tentativa negocial por parte de Washington, algo que também poderá ser do agrado de Netanyahu, tido como um "falcão" que nunca aceitará ceder em matérias como os colonatos, o estatuto de Jerusalém ou o direito de retorno dos refugiados palestinianos.
Por outro lado, o jogo que Netanyahu está a fazer poderá ser bastante arriscado, já que Washington foi sempre um aliado fiel de Israel, país que durante a sua história divergiu dos Estados Unidos em vários momentos, mas cujos seus governantes nunca ousaram desafiar Washington de forma tão frontal e directa, como parece que Netanyahu está agora a fazer.
O anúncio recente feito pelo Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, dando conta de que não se iria recandidatar nas eleições previstas para Janeiro, foi interpretado por alguns analistas como uma forma de pressão sobre Israel e sobre Washington, para que desbloqueassem o processo negocial, entretanto caído em mais um impasse.
A demografia e a política nos Balcãs, uma problemática em análise na The Economist no artigo A birth dearth.
O Office of the Director of National Intelligence (ODNI) nos Estados Unidos acabou de publicar um relatório muito importante e que dá seguimento a algumas das recomendações da National Commission on Terrorist Attacks Upon the United Statets (9/11 Commission). Trata-se de uma análise à eficácia e eficiência das comunidades de "intelligence" marítima e aérea dos Estados Unidos.
O The Inaugural Report of the Global Maritime and Air Communities of Interest Intelligence Enterprises reúne informação de toda a comunidade de "intelligence" norte-americana, assim como de todos os agentes governamentais e agências federais, de institutos públicos de investigação e de actores privados.
O objectivo deste relatório é revelar o quão coordenada e interligada está a comunidade de "intelligence" norte-americana nas suas diferentes vertentes e avançar soluções que possam aprofundar o relacionamento na partilha de informação entre as actividades marítima e área. Tudo isto em prol da defesa do "homeland" americano.
Com a criação do Global Maritime and Air Intelligence Integration (GMAII) o DNI procura criar uma comunidade de "intelligence" mais integrada e dinâmica ("connect the dots") com vista a prevenir um eventual atentado terrorista em território americano.
A elaboração deste relatório é mais um exemplo do esforço que as autoridades americanas têm feito para colmatar as várias falhas de "intelligence" que ficaram a descoberto com os atentados terroristas do 11 de Setembro.
No Guardian, Timothy Garton Ash escreve Berlin's moment of freedom that turned the world history, o seu contributo para o dia de hoje, no qual se celebram vinte anos sobre a queda do Muro de Berlim.
O New York Times publica um excelente dossier sobre o 20º Aniversário da Queda do Muro do Berlim, no qual o Diplomata destaca o criativo trabalho gráfico, que expõe de forma evidente as diferenças físicas em vários pontos da cidade de Berlim, no antes e no depois da Queda.
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